Imagens mostram formiga rainha em sua fase de larva
Anuncie Aqui
Imagens mostram formiga rainha em sua fase de larva
As imagens abaixo podem até parecer um alien, mas são apenas a forma de larva de uma formiga rainha. Especificamente, elas mostram a larva da espécie Monomorium triviale, uma formiga de cor âmbar nativa da China, Japão e Coreia do Sul.
O interessante da M. triviale é o corpo recheado de protuberâncias – completamente ausentes nas larvas de formigas operárias. Segundo cientistas, isso serve para mostrar que, mesmo ainda sendo um bebê, aquela larva eventualmente se tornará a “chefe”.
Leia também
As rainhas dos formigueiros também têm características especiais: elas conseguem se reproduzir sem a necessidade de um macho – um processo chamado de “telitoquia partenogênese”.
Esse é um detalhe importante pois, segundo um estudo recente, não existem machos da M. triviale, e todas as formigas da espécie observadas até hoje são fêmeas operárias (totalmente estéreis) ou rainhas, que cuidam da reprodução do formigueiro. A pesquisa buscava analisar os dois tipos de formigas desde o nascimento até a fase adulta.
O que os pesquisadores descobriram foi que, pelo menos até a fase final da larva, tanto a rainha como as operárias são virtualmente iguais. É quando os dois tipos estão prestes a deixar esta parte e entrar em uma fase adulta que as diferenças começam a aparecer. literalmente: esses volumes – “tubérculos”, segundo os especialistas – aparecem quase que imediatamente, sendo duas vezes mais grossos que o restante do corpo da larva rainha, sem músculos ou capacidade óssea.
Até agora, ninguém conseguiu determinar qual a utilidade desses tubérculos – a não ser, claro, separar operárias de rainhas -, mas isso não os impediu de sugerir algumas teorias: podem ser “garras” para ajudar as larvas a se agarrarem a paredes e teto; podem ser mecanismos de defesa contra formigas invasoras que queiram devorar a rainha, ou ainda servir como “grampo” para prender alimentos que encostem no corpo da futura formiga regente.
O estudo, publicado no jornal científico Zootaxa, continuará, agora com informações de observação, a fim de determinar se há alguma diferença de comportamento que possa ser derivada desses tubérculos.
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Fonte: Olhar Digital
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários