Sexta-feira, Setembro 20, 2024
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Como manter o seu investimento em criptomoedas mais protegido

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Como manter o seu investimento em criptomoedas mais protegido

O mercado de criptomoedas vem ganhando cada vez mais adeptos. Segundo um estudo da corretora Crypto.com, uma das maiores do segmento, seu número de clientes dobrou no primeiro semestre do ano passado, ultrapassando a marca de 220 milhões de pessoas interessadas em investir nos ativos digitais.

Outro levantamento recente feito pela gigante de pagamentos Visa, mostra que a adoção das criptomoedas também está em alta na América Latina.

Cerca de um terço dos latino-americanos já utilizam criptomoedas para investimento, transações comerciais e para enviar e/ou receber dinheiro, revela o estudo.

O Brasil, por sua vez, também desempenha um papel importante no mundo das criptomoedas. O país registrou um crescimento explosivo de 1.266% em investidores de cripto no ano passado se comparado a 2020, indicam dados colhidos pela Hashdex.

A má notícia é que também saltaram os crimes envolvendo ativos digitais. É o que mostra outra pesquisa da empresa de análise de dados Chainalysis.

Conforme o estudo, somente em 2021, US$ 11 bilhões em criptomoedas foram roubados por cibercriminosos. O valor mais alto registrado até hoje.

A prática mais comum identificada em 93% dos casos foi o roubo de carteiras de criptomoedas, algo que pode ser feito roubando dados de acesso por meio de um malware, por exemplo, ou a partir de um ataque hacker bem-sucedido contra uma corretora. 

Caso tenha interesse ou já invista o seu dinheiro em criptoativos, confira algumas dicas abaixo de como manter as suas reservas mais protegidas.

Uma carteira cripto fria, semelhante a um pequeno dispositivo USB como um pendrive, contém uma chave privada que pode ser usada para acessar os seus fundos offline. 

Embora você possa precisar de uma certa quantia para transações, mantenha apenas o necessário online e armazene a maioria longe da internet. 

Um dos perigos de armazenar as suas criptomoedas apenas em provedores online é que, geralmente, eles têm acesso à sua chave privada e, se forem hackeados, a chance de perder tudo é grande. 

Antes de realizar qualquer transação, faça uma pesquisa para saber quais exchanges já foram comprometidas no passado por práticas de segurança ruins.

Como a maioria das corretoras de criptomoedas não garante legalmente o seu dinheiro no caso de um ataque cibernético, fique atento à presença de práticas como exigir autenticação em dois fatores (2FA) e algum tipo de criptografia nas transações (TLS/SSL).

Por fim, determine se há outras medidas em vigor, como limites e notificações de transferência ou a opção de congelar a conta em caso de invasão.

Uma dica para proteger a sua senha é definir uma combinação mais complexa, armazená-la com segurança e alterá-la com uma certa frequência.

Ao escolher uma senha para a sua carteira de criptomoedas, não reutilize nenhuma que você já use para acessar outro site ou perfil nas redes sociais, por exemplo. Além disso, evite incluir qualquer informação pessoal nela. 

Em vez de salvar suas senhas direto no seu navegador, é mais seguro armazená-las em um gerenciador de senhas, dois exemplos de serviços dedicados são o LastPass e o 1Password.

Leia mais:

O phishing é um ataque em que um invasor tenta se passar por uma entidade legítima para adquirir suas informações confidenciais, uma modalidade de golpe que ainda faz muitas vítimas

Para evitar cair nessa armadilha, nunca faça login com os dados da sua credencial a menos que tenha certeza de que está no site correto. Como prevenção, salve o link em seus favoritos ou digite o URL em vez de clicar em links enviados por terceiros. Desconfie ainda de mensagens de textos, e-mails ou chats que solicitem suas informações pessoais. 

Procure criar um e-mail dedicado à sua carteira de criptomoedas no lugar de usar um e-mail pessoal.

Nunca acesse sua carteira de criptomoedas em um computador de trabalho ou público e considere usar um dispositivo separado para realizar qualquer negociação.

Seja qual for o dispositivo que você decidir usar, mantenha-o atualizado com o software mais recente. Igualmente importante é utilizar algum tipo de aplicativo anti-malware e antivírus para evitar surpresas.

A autenticação multifator ou em dois fatores (2FA) cria uma camada extra de defesa em sua conta com credenciais independentes baseadas em uma senha, token de segurança e até biometria. 

Ao configurar, você pode receber códigos por SMS ou notificações de um aplicativo dedicado para autenticação de dois fatores como o Google Authenticator, por exemplo. 

Não use uma rede WiFi pública para acessar sua exchange de criptomoedas. Além disso, use uma VPN sempre que possível para ocultar o seu endereço de IP e localização. 

As VPNs podem ser usadas em qualquer dispositivo para manter a privacidade de seus dados e evitar espionagem ou rastreamento de suas atividades. 

Outra dica importante é não postar informações sobre suas atividades de negociação nas mídias sociais. Essa prática é outro convite para os invasores de plantão!

Por fim, considerando que os ataques estão em constante evolução, fique atento às notícias sobre novas ameaças para agir rapidamente em caso de problemas com a sua carteira de criptomoedas.

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Fonte: Olhar Digital

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