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Astrônomos descobrem 13 novos pulsares há 39 mil anos-luz da Terra

31/03/2022 às 08:07
3 min de leitura

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Astrônomos descobrem 13 novos pulsares há 39 mil anos-luz da Terra

Pulsares são estrelas de nêutrons altamente magnetizadas e rotativas que emitem um feixe de radiação eletromagnética. Alguns pulsares podem ser observados por telescópios ópticos, de raios-X e raios gama, mas, geralmente, eles são detectados na forma de rajadas curtas de emissão de rádio. 

E foi por meio do radiotelescópio MeerKAT, do Observatório de Radioastronomia da África do Sul, que uma equipe internacional de astrônomos, liderada por Alessandro Ridolfi, do Observatório Cagliari, na Itália, detectou 13 novos pulsares no aglomerado globular NGC 1851, localizado a 39 mil anos-luz da Terra. 

Segundo o artigo que descreve a descoberta, publicado no servidor pré-impressão arXiv.org, doze deles são pulsares de milissegundos (MSPs), como são chamados os pulsares mais rápidos, aqueles com períodos de rotação abaixo de 30 milissegundos. Eles são formados em sistemas binários quando o componente inicialmente mais massivo se transforma em uma estrela de nêutrons que é então girada devido ao acréscimo de matéria da estrela secundária. 

“Aqui, apresentamos os resultados de nossa busca por novos pulsares no NGC 1851 usando observações MeerKAT feitas no contexto da pesquisa pulsar TRAPUM GC [cluster globular], bem como observações de acompanhamento feitas dentro do programa MeerTime”, escreveram os pesquisadores no artigo. 

Apenas um dos objetos detectados é um pulsar padrão, designado NGC 1851I, já que seu período de rotação é de 32,65 milissegundos. As outras fontes são MSPs com períodos de giro que variam de 2,82 a 6,63 milissegundos. Sete deles são binários (incluindo NGC 1851I), enquanto os demais são pulsares isolados. 

Segundo observado pelos pesquisadores, dois dos 13 pulsares descobertos têm propriedades peculiares: o NGC 1851D e o NGC 1851E. NGC 1851D é um MSP em uma órbita ampla com uma companheira anã branca pesada (com uma massa de cerca de 0,48 massas solares). Esse sistema tem uma excentricidade a um nível de 0,86, o que o torna o quinto binário mais excêntrico conhecido até hoje. Por sua vez, NGC 1851E também é um MSP em um binário muito excêntrico, tendo uma estrela de nêutrons como companheira (com uma massa de aproximadamente 1,53 massas solares). 

“Com toda a probabilidade, ambos os binários se formaram em encontros secundários de intercâmbio onde a estrela original que reciclou o pulsar foi substituída pelo companheiro atual e mais pesado”, explicaram os pesquisadores. 

Os cientistas acrescentaram que sua descoberta faz do NGC 1851 um dos aglomerados globulares com mais pulsares conhecidos até hoje. Atualmente, há 14 pulsares identificados neste GC, com o primeiro designado PSR J0514-4002A (também conhecido como NGC 1851A), detectado em 2004.  

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Pulsares são estrelas de nêutrons altamente magnetizadas e rotativas. Imagem: Jurik Peter/Shutterstock

Fonte: Olhar Digital

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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