A notícia de que Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo, se tornou dono de mais de 9% do Twitter pegou muita gente de surpresa. No entanto, o bilionário fundador da Tesla e da SpaceX já havia dado indícios de que tinha interesse em investir em redes sociais na última semana. 

Em uma enquete realizada na própria plataforma, o bilionário perguntou para seus seguidores se eles consideravam que o Twitter “adere rigorosamente” ao princípio de que a “liberdade de expressão é essencial para uma democracia funcional”. Os resultados finais da enquete indicaram que 70% dos votos foram em “não” contra 29%  “sim”. 

Elon Musk no Twitter

Foi então que Musk perguntou em uma resposta no Twitter se seria  “uma nova plataforma necessária?”. Um seguidor então perguntou se o empresário considera a ideia de construir uma plataforma “que consistisse em um algoritmo de código aberto, onde a liberdade de expressão e a adesão à liberdade de expressão tivessem prioridade máxima, onde a propaganda fosse mínima”. Ele respondeu  que estava “pensando seriamente” nessa ideia. 

Após isso, ele chegou a comentar que poderia comprar o Twitter. Ao que tudo indica, o episódio foi uma amostra do que estava por vir. Visto que ele comprou sua participação no Twitter em 14 de março, os comentários vieram após sua decisão de comprar uma participação.

Com isso, o preço das ações do Twitter subiu mais de 25% nas negociações pré-mercado com as notícias. Para a CNBC, as ações de Musk no Twitter valiam US$ 2,89 bilhões com base no preço de fechamento da última semana. As ações dele são classificadas como uma participação passiva, mas o analista da Wedbush, Dan Ives, disse à CNBC que a compra “pode levar a algum tipo de compra”.