Casulo Espaço de Arte e Cultura apresenta ações voltadas para a Arte como Resistência

Neste mês de abril e parte de maio, o espaço realizará ações que envolvem artistas indígenas e não indígenas com o intuito de seguir a luta por direitos à arte e cultura, para todas e todos. Temos no nosso estado, dezenas de comunidades kaiowá e guarani que cultivam suas músicas, danças e rituais, sonham e têm visões, e outras que se desenvolvem na arte de fazer fotos, produzir vídeos, escrever, desenhar, pintar, cantar e criar músicas autorais.

Apoiando-se na experiência que o Casulo tem com essas comunidades, no que é considerado tradição e também nos saberes novos que, resultam das aproximações e encontros entre a sociedade envolvente, estão previstas diversas atividades interculturais que promoverão intercâmbios artísticos, exposição de artes visuais, apresentações de dança, música, mostra de filmes, lançamentos de livros, além de encontros filosóficos.

Todas as ações serão gratuitas e abertas ao público.

Do intercâmbio artístico entre o desenhista kaiowá Misael Concianza Jorge e os artistas visuais Tom Kyo e Ana Sol de Dourados, surgiu a exposição IMAGENS DA VIDA KAIOWÁ que será lançada no dia 09 de abril às 18h. Misael desenha a lápis desde a infância. Seus desenhos ilustram alguns livros. Muitos se perderam. Da coleção de mais de 500 desenhos que ele fez para ilustrar o Dicionário Kaiowá-Português, em elaboração, 65 foram escolhidos para serem trabalhados em um intercâmbio artístico entre os três. O resultado poderá ser visto nos próximos 60 dias, na Sala Amarela do Casulo, onde as obras estarão também à venda.

Ainda no dia 09 de abril, a partir das 14h30 acontecerá uma mostra de filmes produzidos por 15 indígenas do Tekoha Guaviry, com apoio do Programa de Extensão Imagem Canto Palavra no Território Guarani e Kaiowa – UFMG, na programação serão exibidos os filmes: Ava Yvy Vera | Terra do Povo do Raio, Yvy Pyte | Coração da Terra, Pohã Re’yi | Família dos Remédios, Guahuí Guyra Kuera | Encanto dos Pássaros. A programação desse dia conta também, às 17h30, com o lançamento e distribuição dos livros bilíngues kaiowá-português – Ñe’ê Tee Rekove e Tee – artisticamente produzidos e que contém uma parte da literatura clássica da tradição oral kaiowá. Escritos e desenhados a muitas mãos, muitos ouvidos, muitas histórias e sonhos, contados por Valdomiro Flores e Teresa Amarilla Flores, elaborado por Luciana Oliveira e Paulo Nazareth que estarão presentes, socializando suas belas produções.

Dia 28 de abril, das 18h30 às 21h30 acontece a PUPA FILOSÓFICA, uma roda de conversa em torno de temas que requerem atenção e cuidado especiais. PUPA porque todo CASULO passa por um período de pupa, de ainda não, quando o futuro inseto deixa de ser uma larva, mas ainda não está suficientemente desenvolvido; se a pupa abrir antes desse ser em formação estar “apto”, o inseto morrerá. Para que isso não ocorra com temas vitais e desafios que mobilizam nossa inteligência e nossos afetos, o Casulo quer acolher nesta programação, com o cuidado e a atenção que merecem, o tema da intolerância e o desafio das transformações sociais para as mestras e os mestres tradicionais. Assim teremos o tema “Casas de rezas queimadas e violência contra as guardiãs dos saberes tradicionais” com a participação de Paula Rodrigues, Indianara Machado, Teresinha Aquino e moderação de Cátia Paranhos. Para participação nesse evento será necessário inscrição prévia. Para mais informações entrar em contato pelo whatsapp 67 99870 0269.

Nos dias 29 e 30 de abril acontecerá o intercâmbio artístico entre o Grupo de Dança Arandu do Tekoha Guapo’y de Amambai e a CIA DANÇURBANA de Campo Grande/MS. O grupo Arandu está reiniciando seus trabalhos, com novos integrantes, após ricas experiências nos anos anteriores. Seu fundador e professor kaiowá Ismael Morel virá até Dourados com 10 jovens kaiowá de seu grupo e aqui se encontrará com a Cia Dançurbana para oficinas, aula de técnica e composição, intercâmbio de experiências e sonhos e apresentações. As ações do intercâmbio serão direcionadas aos dois grupos, porém cada um fará sua apresentação no Casulo em dias diversos. Dia 29/04 às 20h a Cia Dançurbana apresenta dois trabalhos solos de dança contemporânea “talvez seja isso” da Interprete Jackeline Mourão, e “Dançar as Fúrias” do interprete Ralfer Campagnae. Já o Grupo Arandu se apresenta no dia 01/05, durante o Festival de Música Indígena.

No dia 30 de abril, a noite, acontecerá o lançamento do livro bilíngue, português – kaiowá, Jaity Múro ‘Derrubemos Muros’, é uma Dramaturgia escrita pelas professoras de Artes Cênicas Júnia Pereira e Karla Neves e a docente kaiowá Rossandra Cabreira, que formam o Grupo Orendive (Conosco) – Teatro Intercultural.

Nos dias 01 e 07 de maio fechamos as atividades do mês de abril e parte de maio com o Festival de Música Indígena, que ainda segue em construção, mas contará com a participação do Grupo de Dança Arandu do Tekoha Guapo’y – Amambai, Grupo de Canto e Dança Okaragwyje Taperendy do Tekoha Itay Ka’agwyrusu – Douradina, Grupo de Canto e Dança do Tekoha Sukuriy – Maracaju, Grupos de Canto da Aldeia Jaguapiru – Dourados, Grupo de Canto da Aldeia Bororó – Dourados, Grupo de Mulheres da Terra Indígena Panambizinho – Dourados, Cantores e cantoras solo de Limão Verde e Guapo’y – de Amambai, Dourados, Antonio João, Bela Vista e Rio Brilhante e Novas expressões musicais indígenas. A palavra cantada é uma das expressões culturais mediante a qual os grupos kaiowá e guarani de orientação mais “tradicional” gostam de se apresentar aos outros. Para a realização destas atividades, o Casulo conta com o apoio do CEBI-MS, das Servas da Ssma. Trindade e da CESE.

Para mais informações acompanhem as redes sociais: @casulodourados e www.facebook.com/casuloarte

Serviço

Endereço: Rua Reinaldo Bianchi, 398 – Parque Alvorada, Dourados – MS, 79823-381, Telefone/Whatsapp: +55 67 99870-0269

Fonte: Dourados Agora

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