Brasil supera bloqueio japonês com gol de pênalti de Neymar
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O quarteto ofensivo “titular” de Tite encontrou um bom teste nesta segunda-feira. Contra um Japão disposto a defender com todas suas forças, o Brasil sofreu para criar oportunidades, mas conseguiu sair com vitória de Tóquio graças a mais um gol de pênalti de Neymar.
Depois de um desempenho ofensivo animador em jogo franco com a Coreia do Sul, o Brasil não brilhou contra o Japão. Mas o teste colocou a equipe de Tite em uma realidade que deve ser mais próxima da Copa do Mundo, contra uma equipe completamente fechada na defesa, sem vergonha de reconhecer a superioridade brasileira, em jogo em que o único risco para a seleção foi o empate em 0 a 0, sem uma oportunidade de gol para os japoneses ao longo dos 90 minutos.
Muralha japonesa
O teste brasileiro com a esperada formação ofensiva com Vinícius Júnior, Neymar, Lucas Paquetá e Raphinha começou animador. Logo no primeiro ataque o talento ficou evidente, com Vini armando a jogada pela esquerda e passando para Neymar deixar de calcanhar para Paquetá acertar a trave. Por muito pouco a partida não abriu com um golaço.
A pressão inicial fez parecer que o destino do Japão seria o mesmo da Coreia do Sul. Logo, no entanto, as expectativas foram quebradas. Ao contrário dos coreanos, que deixaram espaços ao sair para o ataque, os japoneses se fecharam com toda a equipe na frente da área. Uma verdadeira muralha nipônica.
O Brasil tentou de todas as formas no primeiro tempo quebrar o bloqueio. Sem sucesso. Os poucos chutes que não pararam na defesa foram defendidos com segurança por Gonda.
No intervalo, a animação já se transformava em preocupação. Mesmo com sua formação ofensiva completa, a seleção de Tite afunilava as jogadas com muita dificuldade para encontrar um ângulo para finalizar. Defensivamente, ao menos, o Brasil sequer foi testado.
Richarlison ajuda a furar o bloqueio
Não houve mudanças drásticas para o segundo tempo. O Japão se mostrou confortável abdicando completamente do ataque. Do lado brasileiro, tentativas de jogadas individuais e abertura para as pontas na esperança de abertura de novos espaços, que não apareceram.
Vini Júnior, apagado, deu lugar a Gabriel Martinelli aos 16. Raphinha foi substituído por Gabriel Jesus logo depois. Mas as dificuldades continuaram até as entradas de Richarlison na vaga de Fred e Thiago Silva no lugar de Dani Alves, deslocando Militão para a direita.
Richarlison foi quem entrou melhor no jogo, dando nova intensidade ao ataque brasileiro, com auxílio de Jesus e Martinelli. Mais no abafa do que na técnica, a seleção finalmente conseguiu furar o bloqueio. Em pressão total na área, Jesus acertou a trave e Richarlison foi derrubado no meio da confusão. Pênalti convertido mais uma vez com categoria por Neymar.
A reta final foi de muita desorganização dos dois lados e pouco futebol, embora o Japão finalmente tenha tentado ir ao ataque. O Brasil não brilhou, mas venceu mais um amistoso e em nenhum momento foi testado na defesa.
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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