Embora seja um entusiasta de motores V12 e supercarros, o ex-engenheiro de Fórmula 1 e projetista Gordon Murray resolveu entrar no barco da eletrificação. Nesta segunda-feira (6), o sul-africano, que hoje também é dono do Gordon Murray Group, anunciou o desenvolvimento de dois SUVs a bateria e acessíveis, indicando um ingresso no mercado mainstream.
Estes serão os primeiros veículos da fabricante britânica a adotar uma arquitetura de EVs atualmente em desenvolvimento na GMD (Gordon Murray Design). A divisão GMA (Gordon Murray Automotive), mais voltada para engenharia automotiva de luxo, continuará a preparar supercarros, como o recém-lançado T33, além de trabalhar em modelos híbridos associados.

À revista britânica Autocar, Murray contou detalhes preliminares sobre os utilitários. De acordo com o projetista, que trabalhou para Brabham e McLaren na Fórmula 1, os carros irão mudar “a forma como pensamos sobre a ansiedade em relação à autonomia e a dinâmica do veículo”. Isso significa que, como a divisão dos supercarros, os modelos da Gordon Murray Design também seguirão princípios como economia de peso, embalagem compacta e eficiência aerodinâmica.
Murray, no entanto, não deu muitos detalhes sobre a carroceria. Disse apenas que um dos SUVs terá quatro lugares e tração dianteira, enquanto o outro virá com espaço para cinco pessoas e tração integral. Ambos com um preço acessível em mente, segundo o projetista. Segundo informações da Autocar, um modelo terá emblema GMA ao chegar à linha de montagem, enquanto outro está sendo desenvolvido para um terceiro.

Diversificação custou mais de 300 milhões de libras para Murray
No ano passado, Gordon Murray já havia revelado o investimento de 300 milhões de libras (em torno de R$ 1,8 bilhão) para ir além dos supercarros e expandir o portfólio da sua empresa. O plano de cinco anos prevê a construção de uma planta de última geração em Windlesham, sudeste da Inglaterra, para produzir carros elétricos e “familiares”.
À época, Murray revelou planos para construir um pequeno utilitário e um derivativo de uma van compacta para entregas, baseados em uma “arquitetura revolucionária, leve e ultraeficiente de veículo elétrico”.
Ambos os utilitários devem ser construídos de acordo com o método iStream, um procedimento criado por Murray em que a bateria é parte integrante da carroceria e o peso é reduzido ao mínimo, visando maximizar eficiência e acessibilidade.
“Não é correto termos carros familiares pesando 2,5 toneladas, mas todos estão entrando na forma como as montadoras fazem”, disse o projetista, em entrevista à época. “Achamos que há uma maneira melhor.”
Provavelmente, o utilitário menor com a linha GMD deve ser construído em Windlesham e apresentado como uma solução de mobilidade urbana para clientes particulares ou frotas de entrega. Ainda não há previsão de lançamento para os dois automóveis.
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