O Google fechou um acordo de US$ 100 milhões com os moradores de Illinois, nos Estados Unidos, para resolver uma ação coletiva contra um recurso de reconhecimento facial utilizado no Fotos.  

De acordo com o processo, o recurso de agrupamento de rostos utilizado na plataforma de imagens do Google para identificar rostos em fotos e vídeos viola a Lei de Privacidade de Informações Biométricas de Illinois.  

A lei proíbe empresas de coletar e armazenar qualquer tipo de dado biométrico, incluindo digitalização de retina ou íris, impressão digital ou de voz e digitalização da geometria da mão ou do rosto, sem informar por escrito a pessoa sobre motivo da coleta e por quanto tempo as informações serão guardadas.  

O acordo firmado pelo Google prevê que a empresa informe por escrito aos usuários que já apareceram em imagens presentes no Google Fotos e tiveram seus dados biométricos coletados pelo recurso de reconhecimento facial.

O aviso deve ser enviado aos usuários que são ou foram residentes de Illinois e aparecem em fotos da plataforma entre 1º de maio de 2015 e 25 de abril de 2022. Essas pessoas devem enviar uma reclamação no site oficial do acordo até 24 de setembro de 2022 e poderão ganhar entre US$ 200 e US$ 400, dependendo do valor repassado às despesas do processo e quantidade de reclamações que serão recebidas.  

Google Fotos aberto em smartphone
dennizn/Shutterstock

“Temos o prazer de resolver esse assunto relacionado a leis específicas em Illinois e continuamos comprometidos em criar controles fáceis de usar para nossos usuários”, disse o porta-voz do Google, José Castañeda, em comunicado ao The Verge. 

“O Google Fotos pode agrupar rostos semelhantes para ajudá-lo a organizar fotos da mesma pessoa para que você possa encontrar facilmente fotos e lembranças antigas. Claro, tudo isso é visível apenas para você e você pode facilmente desativar essa funcionalidade, se quiser”, explicou. 

VIa: The Verge