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INTERNACIONAL

Seca no Iraque faz cidade de 3.400 anos reaparecer em meio ao Rio Tigre

15/06/2022 às 11:50
3 min de leitura
cidade desaparecida no Iraque

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Edifícios foram encontrados com as paredes preservadas apesar de serem feitas de tijolos de barro e estarem submersas por mais de 40 anos; pesquisadores acreditam que o local seja Zakhiku

Arqueólogos encontraram uma cidade com cerca de 3.400 anos, localizada no Rio Tigre, no Iraque. A descoberta só foi possível devido à seca que atinge o país e abaixou o nível da água no reservatório Mossul. Segundo o jornal Wion News, uma equipe de pesquisadores alemães e curdos foram os responsáveis por localizar a cidade perdida, que continha uma série de grandes edifícios e também um palácio nas ruínas. Estima-se que o local seja Zakhiku, que é da época do Império Mittani da Idade de Bronze entre 1550 e 1350 aC.

O Iraque tem sido fortemente afetado pelas mudanças climáticas. A região do Kemune não recebe chuva há tempos e o sul do país sofre com uma seca extrema. O reservatório de Mossul é a principal fonte de abastecimento de água desde dezembro e tem sido utilizada para evitar a seca das colheitas. A descoberta pegou os pesquisadores de surpresa e os obrigaram a escavar e documentar partes da importante cidade antes que ela ficasse submersa.

A 3400-year-old city, that emerged from the waters of Mosul reservoir, has been discovered in Iraq.

The city is believed to be ancient Zakhiku.@eriknjoka brings you this report

Read more: https://t.co/R2QAiwVvt9 pic.twitter.com/ckF4AA6fsN

— WION (@WIONews) June 13, 2022

Em entrevista a Deutsche Welle, a arqueóloga alemã e professora da Universidade de Freiburg, declarou que “com base no que encontraram em 2018, sabiamos que o local poderia trazer descobertas interessantes”, mas acrescenta dizendo que “não sabíamos exatamente o que encontraríamos”. Apesar da importância da descoberta, a professora informa que “há pouquíssimas menções ao nome da cidade em outras fontes” e que “só agora estão adquirindo novos conhecimentos sobre ela”. Contudo, Hasan Ahmed Qasim, presidente da Organização de Arqueologia do Curdistão, garante que “os resultados da escavação mostram que o local era um importante centro do Império Mitani”.

Para evitar mais danos ao local pelo retorno da água, os edifícios escavados – que foram encontrados com as paredes preservadas apesar de serem feitas de tijolos de barro secos ao sol e terem ficado submersas por mais de 40 anos – foram cobertos com lonas plásticas apertadas e com cascalho como parte de um extenso projeto de conservação. Hoje, a cidade já voltou a ficar submersa e os arqueólogos esperam que um dia ela volte a aparecer.

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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