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Seis jogos sem marcar? Última seca corintiana terminou com gesto polêmico de Tevez

14/07/2022 às 18:03
3 min de leitura

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O Corinthians vive uma situação curiosa, inusitada, e provavelmente inédita no futebol. O time comandado por Vítor Pereira conquistou a classificação na Libertadores, confirmou vaga nas quartas da Copa do Brasil, chegou a vencer e manter a vice-liderança no Brasileirão, e tudo isso sem marcar um gol sequer, ao menos pelos pés de seus jogadores. Feitos que amenizam uma sequência negativa que não ocorria desde 2006, e que traz à memória um dia triste para a Fiel, com o confronto com o Fortaleza que selou o divórcio entre o clube e Carlitos Tevez.

Em meio a uma maratona de jogos decisivos, com desfalques em grande número, o Corinthians pode comemorar a façanha de se manter vivo na disputa em uma frente tripla. Mas não há como esconder a preocupação com o desempenho ofensivo. Ao todo são seis jogos sem que seus atletas balancem as redes rivais. O único gol corintiano no período foi, na realidade, rubro-negro. Rodinei, do Flamengo, anotou o gol da vitória da equipe paulista em um lance infeliz, em que sequer foi pressionado para cometer o erro. Ou seja, mesmo no gol-contra, o ataque alvinegro teve pouca contribuição.

Curiosamente, a seca corintiana teve início depois da segunda maior goleada do clube na temporada, o 4 a 0 contra o Santos no jogo de ida da Copa do Brasil. Um placar que fez o clube avançar mesmo com derrota por 1 a 0 nesta quarta-feira, no sexto jogo da equipe sem marcar. Pelo caminho, o Corinthians empatou com o próprio time santista, pelo Brasileiro, sem gols; foi goleado pelo Fluminense por 4 a 0; eliminou o Boca Juniors nos pênaltis após 180 minutos sem gols; e venceu o jogo mencionado acima contra o Fla, por 1 a 0.

A seca de 2006: Tevez pede silêncio

Em 2006, o Corinthians também ficou seis jogos sem marcar, série para lá de rara na história do clube (o recorde é de sete partidas em 1987). Na época, o time passava por momento conturbado, com a crise da parceria com a MSI e o estremecimento da relação com Tevez, campeão brasileiro em 2005 e alçado ao posto de ídolo por isso. Na época, o Timão não conseguiu classificações para amenizar o clima. Foram seis derrotas em sequência, com clássicos contra Santos e Palmeiras entre elas.

A seca de gols em 2006 terminou em um jogo de lembrança triste para o Corinthians e sua torcida. O time marcou dois gols, o segundo deles de Tevez, que mandou a própria torcida se calar em gesto polêmico de resposta às vaias das arquibancadas. A partida terminou empatada em 2 a 2 e é até hoje lembrada como o símbolo do divórcio total na relação entre o craque argentino e a Fiel.

Um ano depois, o Corinthians se despedia da parceria com a MSI. Tevez já tinha saído. O clube terminou na segunda divisão. Em 2022 o cenário está longe de ter o mesmo tom catastrófico, mas a preocupação com o desempenho ofensivo é real. O time de Vítor Pereira segue vivo na Libertadores, na Copa do Brasil e na briga pelo título do Brasileirão com luta, estratégia e um toque de sorte. Vai precisar mais do que isso para ir além.

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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