Trabalho com a base e busca por protagonismo: Renato Paiva é apresentado no Bahia
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A temporada 2023 começou para o Bahia nesta segunda-feira, 12, com a reapresentação do elenco após um período de férias. O dia também foi marcado pela coletiva de apresentação do técnico Roberto Paiva, escolhido para dar o pontapé inicial do projeto do Grupo City no Tricolor. O técnico deu longa entrevista, onde ressaltou o trabalho com a base a busca por uma equipe protagonista.
“Fico muito orgulhoso pela escolha do Bahia e do Grupo City, portanto, dizer que estou muito motivado para fazer um trabalho ao nível da história deste clube. Quero deixar uma marca que atraia nossos torcedores, que vão ser sempre o maior tesouro deste clube. A torcida é sempre o coração do clube. Deixo para eles a promessa de que vou dar tudo”, disse Paiva.
O treinador apontou a possibilidade de trabalhar no futebol brasileiro como um importante fator para aceitar o convite do Bahia. Além disso, fez questão de ressalta o projeto do Grupo City, que comprou 90% da SAF do Bahia e passou a controlar o clube.
“Vou entrar em um dos campeonatos mais competitivos do mundo, que tem os jogadores como patrimônio mundial. E também o projeto que me foi apresentado. Recusei convites ao longo de minha carreira porque não entendi como bons projetos. Portanto, sendo um treinador de projeto, vejo que o projeto que está aqui me deixa muito orgulhoso de ser o ano zero e o princípio de um projeto que vai ter muito sucesso e orgulhar todos que estão envolvidos”, declarou.
Sobre metas para 2023, Renato Paiva disse que pretende reerguer o Bahia, um gigante que está adormecido. Mas o treinador pregou cautela e pediu tempo para que o projeto seja posto em prática.
“Tenha certeza que vamos montar elenco muito competitivo. E um elenco dentro do que é nossa forma de pensar o jogar. Depois, dentro de uma ideia de jogo com protagonismo, ter a bola o maior tempo possível. O que nós queremos é construir um elenco que possa dar continuidade a essa forma de pensar o jogo”, falou.
Renato Paiva trabalhou por 18 anos com as divisões de base do Benfica. Com o objetivo do Grupo City de ter um bom trabalho com jovens no Brasil, ele foi o escolhido. O treinador apontou a sua experiência e deixou claro que desenvolver os ativos é uma das prioridades do trabalho.
“Falo de uma realidade de que sou conhecedor. Não só no Benfica, mas no Independiente, onde as camadas de futebol de base são fantásticas em estrutura e qualidade. Nós subimos e vendemos uns 8 jogadores vindos da base no Independiente. Por isso também viemos. Amo prestar atenção e encontrar equilíbrio. É no equilíbrio que queremos, entre jovens e jogadores de meia-idade e jogadores mais experientes. Acreditamos que a mescla é fundamental para ter sucesso”, explicou o treinador.
“É importante contar com os jovens e ver esta capacidade de encontrar jovens talentos. O jovem talento tem que ser desenvolvido. sse é o nosso trabalho, receber diamantes e poli-los para que cresçam, melhorem. Para receber jovens de talento e queremos que eles cresçam individualmente, para que possamos formar um grupo competitivo, que jogue todos os jogos. Joga para ganhar. É um trabalho que exige paciência”, acrescentou.
Na longa entrevista, Renato Paiva ainda avaliou o trabalho dos treinadores portugueses no Brasil, além de revelar conversas sobre o futebol brasileiro com Abel Ferreira, do Palmeiras, e Luís Castro, do Botafogo.
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Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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