Terça-feira, 3 de Março de 2026
Menu
ESTADO

Estudo pode ser ponto de partida para a produção de pitaia em MS

20/01/2023 às 05:19
3 min de leitura

Anuncie Aqui

 

Por ser comercializada há menos de vinte anos no Brasil, pouco se sabe a respeito do comportamento da pitaia quando plantada em Mato Grosso do Sul. Por outro lado, a fruta exótica tem chamado a atenção dos agricultores familiares, tornando imperiosa a realização de estudos que os ajudem a escolher o melhor material e saber como conduzir corretamente os manejos necessários à boa produtividade.

Foi pensando nisso que a engenheira agrônoma doutora em Produção Vegetal Aline Mohamud Abrão Cezar, pesquisadora do Cepaer (Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer), desenvolve um estudo que vai mapear o comportamento vegetativo de cinco genótipos dessa planta, bem como seu desenvolvimento, produção, produtividade e qualidade.

“Basicamente, vou olhar como elas estão crescendo, como estão se desenvolvendo, quanto tempo demoram para atingir o poste, quanto tempo demoram para crescer, quanto tempo vão demorar para florescer e formar frutos, aspectos muito importantes para o produtor”, explica a pesquisadora.

A BRS Granada do Cerrado é um dos objetos do estudo. Desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ela tem coloração vermelha e polpa roxa. Já a BRS Minipitaia do Cerrado (também da Embrapa) é pequena, tem espinhos, cor vermelha e polpa branca. Aline também estudará a pitaia branca comum, a Roxa do Pará e a baby, que é vermelho rubi com espinhos e polpa branca.

“Dessa forma, eu vou ter como falar para o produtor aqui de Mato Grosso do Sul, em especial das regiões com características semelhantes às de Campo Grande, como a pitaia vai se comportar nesse tipo de solo, nesse clima, quantos frutos pode dar e qual a produtividade. Será possível comparar esses cinco genótipos e recomendar o melhor para cada necessidade específica”, explica a doutora em Produção Vegetal.

Aline destaca que não estará sozinha nessa empreitada. Ela tem como parceiras as engenheiras agrônomas Adriana de Castro Correia (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Regiani Aparecida Alexandre Ohland (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

Procedimentos

De acordo com a coordenadora do estudo, serão utilizadas 200 plantas de pitaia, ou seja, 40 de cada genótipo.

“As mudas já estão prontas. Elas são feitas a partir dos cladódios, que são partes dos “galhos”. Elas ainda estão na estufa e devem ser transplantadas para o campo no decorrer de janeiro”, explica a pesquisadora.

A partir daí, Aline vai acompanhar e monitorar cada fase do desenvolvimento das pitaias e comparar materiais estudados. “Vamos avaliar o crescimento, florescimento e frutificação das plantas”. Ao fim, após a colheita, o estudo entra na fase laboratorial. “Avaliaremos o comprimento, diâmetro, massa total, espessura da casca, dureza dos frutos, bem como suas características químicas (pH, acidez, vitamina C, brix)”, explica.

Conforme a doutora em Produção Vegetal, embora sejam necessárias várias pessoas para fazer os tratos culturais da pitaia no campo, é um cultivo que não exige uso de maquinários, o que a torna alternativa para complementar a produção da agricultura familiar.

Ricardo Campos Jr., Agraer

Por ser comercializada há menos de vinte anos no Brasil, pouco se sabe a respeito do comportamento da pitaia quando plantada em Mato Grosso do Sul. Por outro lado, a fruta exótica tem chamado a atenção dos agricultores familiares, tornando imperiosa a realização de estudos que os ajudem a escolher o melhor material e saber como conduzir corretamente os manejos necessários à boa produtividade.

Foi pensando nisso que a engenheira agrônoma doutora em Produção Vegetal Aline Mohamud Abrão Cezar, pesquisadora do Cepaer (Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer), desenvolve um estudo que vai mapear o comportamento vegetativo de cinco genótipos dessa planta, bem como seu desenvolvimento, produção, produtividade e qualidade.

“Basicamente, vou olhar como elas estão crescendo, como estão se desenvolvendo, quanto tempo demoram para atingir o poste, quanto tempo demoram para crescer, quanto tempo vão demorar para florescer e formar frutos, aspectos muito importantes para o produtor”, explica a pesquisadora.

A BRS Granada do Cerrado é um dos objetos do estudo. Desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ela tem coloração vermelha e polpa roxa. Já a BRS Minipitaia do Cerrado (também da Embrapa) é pequena, tem espinhos, cor vermelha e polpa branca. Aline também estudará a pitaia branca comum, a Roxa do Pará e a baby, que é vermelho rubi com espinhos e polpa branca.

“Dessa forma, eu vou ter como falar para o produtor aqui de Mato Grosso do Sul, em especial das regiões com características semelhantes às de Campo Grande, como a pitaia vai se comportar nesse tipo de solo, nesse clima, quantos frutos pode dar e qual a produtividade. Será possível comparar esses cinco genótipos e recomendar o melhor para cada necessidade específica”, explica a doutora em Produção Vegetal.

Aline destaca que não estará sozinha nessa empreitada. Ela tem como parceiras as engenheiras agrônomas Adriana de Castro Correia (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Regiani Aparecida Alexandre Ohland (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

Procedimentos

De acordo com a coordenadora do estudo, serão utilizadas 200 plantas de pitaia, ou seja, 40 de cada genótipo.

“As mudas já estão prontas. Elas são feitas a partir dos cladódios, que são partes dos “galhos”. Elas ainda estão na estufa e devem ser transplantadas para o campo no decorrer de janeiro”, explica a pesquisadora.

A partir daí, Aline vai acompanhar e monitorar cada fase do desenvolvimento das pitaias e comparar materiais estudados. “Vamos avaliar o crescimento, florescimento e frutificação das plantas”. Ao fim, após a colheita, o estudo entra na fase laboratorial. “Avaliaremos o comprimento, diâmetro, massa total, espessura da casca, dureza dos frutos, bem como suas características químicas (pH, acidez, vitamina C, brix)”, explica.

Conforme a doutora em Produção Vegetal, embora sejam necessárias várias pessoas para fazer os tratos culturais da pitaia no campo, é um cultivo que não exige uso de maquinários, o que a torna alternativa para complementar a produção da agricultura familiar.

Ricardo Campos Jr., Agraer

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias