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“Quem não entrou em confronto não morreu”, diz titular da Sejusp ao defender policiais que mataram bandidos em MS

03/03/2023 às 18:26
3 min de leitura

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Luan Valadares, Pura Maldade, Michel, Rafael Saffe, Juninho Piloto, Alemão, Luan Espíndola e Marcus Vinícius, Júlio Buiú, Harley Escobar, Maicol, Victor Kauan, Thiago Pé de Sapo;  um adolescente de 17 anos. Além da extensa ficha criminal, esses citados também morreram ao entrar em confronto com policiais militares, em especial do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os números, que chegam a 14 nos dois primeiros meses do ano, geraram discussões sobre a ação policial. No entanto, o secretário de segurança pública, Antônio Carlos Videira, é direto e reto ao falar sobre o tema e defende os agentes das forças policiais.

“Policial não sai para trabalhar para matar, ele revida a injusta a agressão e repele o crime. Tivemos várias prisões e quem se entregou sem entrar em confronto está preso”, afirmou.

Durante entrevista, Videira deixou claro que os policiais tem total respaldo.

“Foram mais do que dez confrontos de bandidos com os nossos policiais. Nossos policiais repeliram a injusta agressão. Essas pessoas que vieram a óbito desafiaram a lei, nossos policiais são treinados e capacitados para repelir toda e qualque injusta agressão, que não é só contra o policial é contra o estado democrático organizado”, defendeu.

Para o titular da Sejusp, a polícia está agindo da forma que a população espera. “0 policial representa a população, representa o estado. Teve mais um [morto] na noite [de ontem], inclusive um faccionado que tinha como missão executar um policial. As forças policiais do Mato Grosso do Sul vão sempre atuar defendendo a sociedade e repelindo injusta agressão ainda que essa forma de repelir seja atingindo esse faccionado ou esse bandido”, reforçou sobre as mortes em confronto.

Segundo o secretário, só morre quem tenta matar polícia e o Estado por ser rota do tráfico, não pode ficar inerte. “No Mato Grosso do Sul, que é rota de tráfico de drogas, temos muitos criminosos que vem para cá com missões específicas. A exemplo do último, reagiu a ação policial e veio a óbito. Ele já tinha praticado diversos crimes aqui, inclusive contra um adolescente, tinha passado muito tempo preso e estava na rua para cometer crime e entrou em confronto. Então as pessoas que ousarem desafiar a lei no Mato Grosso do Sul atirando contra nossos policiais ou esboçando reação, infelizmente estão tendo esse tipo de destino”, reiterou.

Videira garante que a Sejusp está prestando apoio aos servidores da segurança. “Estamos acompanhando e vamos prestar todo o apoio aos nossos policiais, inclusive psicológico, porque o policial que se envolve em uma ocorrência nesse sentido precisa de uma atenção especial”, garantiu.

Questionado sobre o motivo da maioria dos confrontos ter sido com policiais do Batalhão de Choque, ele voltou a defender a Polícia Militar.

“E por que o Choque está sempre atuando dessa forma? Por ser a tropa especializada para esse tipo de ação. E essas pessoas que estão vindo a óbito são as pessoas que a inteligência identifica como que receberam missões para praticar crimes graves. O Choque vai porque é uma tropa especializada, mas tivemos outros confrontos por exemplo com policiais civis em Santa Rita do Pardo, em Chapadão. São pessoas que estão vindo [para MS] ou saindo do sistema penitenciário com missões específicas e vamos repelir toda e qualquer modalidade do crime com todos os meios disponíveis. E no caso aqueles que enfrentarem terão esse destino”, sentenciou ele que acredita que os moradores do estado apoiam as ações da polícia.

Fonte: Onça Pintada 2

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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