Biden aprova polêmico projeto de extração de petróleo no Alasca
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Alvo de críticas por grupos ambientalistas, Projeto Willow será um dos maiores em solo americano e deverá fornecer até 576 milhões de barris de petróleo em até 30 anos
Na tentativa de acalmar os ânimos, o governo americano diz estrar trabalhando em proteções adicionais em uma grande área de reserva nacional. Também anunciou que pretende proibir, permanentemente, a perfuração em uma grande área do Oceano Ártico, próximo da reserva. “Sabemos que o presidente Biden compreende a ameaça existencial do clima, mas está aprovando um projeto que inviabiliza seus próprios objetivos climáticos”, afirmou Dillen. O presidente americano reconheceu o risco ao meio ambiente, mas prometeu reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 50% e 52% até 2030, meta estipulada no âmbito do Acordo de Paris. Patrocinadores e legisladores do projeto preveem que a medida irá gerar milhões de empregos e será importante na independência energética dos Estados Unidos. A expectativa é que a produção máximo de barris de petróleo por dia seja 180 mil. “O Projeto Willow é de vital importância para a economia do Alasca, trabalhos bem remunerados para nossas famílias e a futura prosperidade do nosso estado. Esta decisão também é crucial para nossa segurança nacional e do meio ambiente”, disse o senador republicano pelo Alasca Dan Sullivan. No entanto, as associações ambientalistas tratam o projeto como uma “catástrofe”. “Willow vai ser uma das maiores operações de petróleo e gás em terras públicas federais do país. A contaminação de carbono que vai liberar no ar terá efeitos devastadores na nossa gente, na vida silvestre e no clima. Vamos sofrer as consequências nas próximas décadas”, alertou a organização ambientalista Sierra Club.
O projeto havia sido aprovado pelo ex-presidente Donald Trump, mas um juiz o devolveu para uma revisão adicional por parte do governo. O Gabinete de Administração de Terras divulgou uma análise ambiental do material no início de fevereiro. O órgão detalhou um alternativa que visa eduzi-lo a três locais de perfuração no lugar de cinco, com aproximadamente 219 poços. O resultado da análise aponta a produção de 576 milhões de barris de petróleo em aproximadamente 30 anos e a emissão de 9,2 milhões de toneladas de CO2 ao ano.
*Com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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