A Apple irá demitir um pequeno número de funcionários de equipes de varejo, afetando seu setor de desenvolvimento e manutenção de lojas, segundo informou a Bloomberg. Embora o corte não seja significativo quando comparado as demissões em massa de outras big techs, a dona do iPhone era a única invicta de dispensas ante o atual cenário econômico nos EUA.
Vale lembrar que, no início de março, o principal executivo que cuidava de toda a divisão de nuvem da Apple — que inclui serviços como iCloud, iMessage e FaceTime, deixou o cargo. Michael Abbott foi o segundo nome relevante a deixar a fabricante em 2023 — Peter Stern, que dirigia a parte de assinaturas, marketing e assuntos de negócios relacionados a Apple TV+ e Apple News, saiu da empresa em janeiro.

Demissões e as estratégias da Apple
Desde o ano passado, grandes empresas têm anunciado cortes e restruturações, sendo o setor de tecnologia o mais afetado.
A fase ocorre devido a uma “receita de bolo” que juntou o período pós-pandemia, com desaceleração do crescimento, taxas de juros mais altas e temores de uma possível recessão. A quebra do Silicon Valley Bank, por exemplo, colocou ainda mais “lenha na fogueira” da indústria tecnológica, já que o banco era conhecido por financiar startups.
Segundo análise da CNBC, as demissões já superam os 95 mil funcionários. Entre os cortes mais significativos estão os da Meta (21 mil), Microsoft (10 mil), Google (12 mil) e Amazon (27 mil).
A Apple, no entanto, é a única big tech que está resistindo ao movimento — o que não significa, claro, que não esteja usando estratégias para “sobreviver” ao cenário de incertezas. A empresa optou por cortar bônus e promoções, além de congelar vagas em aberto. Ela também passou a monitorar os gastos com viagens, adiou projetos e o CEO da companhia, Tim Cook, solicitou a redução do próprio salário.
Ao The Wall Street Journal, Cook chegou a declarar que as demissões seriam “o último recurso” da empresa.
Com informações da Reuters e Bloomberg


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