A OpenAI não tem treinado seus LLM (Modelos Grandes de Linguagem) de IA (inteligência artificial) – por exemplo, o GPT – com dados de clientes pagantes. Pelo menos, por ora. É o que disse Sam Altman, CEO da empresa dona do ChatGPT, à CNBC nesta sexta-feira (05).

“Clientes claramente não querem que treinemos [os LLMs] com seus dados, então mudamos nossos planos. Não faremos isso”, disse o executivo. Termos de serviço da OpenAI foram atualizados discretamente em 1º de março, mostram registros do Internet Archive.

“Não treinamos nenhum dado de API, não o fazemos há algum tempo”, acrescentou Altman. APIs, ou interfaces de programação de aplicativos, são estruturas que permitem que clientes se conectem diretamente ao software da OpenAI. Clientes empresariais da OpenAI – por exemplo, Microsoft, Salesforce (dona do Slack) e Snapchat – são mais propensos a aproveitar esse tipo de recurso.

Mudança de postura da OpenAI

CEO da OpenAI, Sam Altman, durante evento
CEO da OpenAI, Sam Altman, disse que mudança veio após críticas dos usuários (Imagem: Wikimedia Commons)

Nova privacidade e proteção de dados da OpenAI se estende apenas aos clientes que usam serviços de API da empresa. “Podemos usar o conteúdo de serviços que não sejam nossa API”, observa os Termos de uso atualizados da empresa.

Entra nisso, por exemplo, texto que os funcionários inserem no ChatGPT. Inclusive, a Amazon – que tem trabalhado no seu próprio chatbot – alertou seus funcionários para não compartilharem informações confidenciais com o chatbot da OpenAI, para evitar vazamentos. A Samsung fez o mesmo – e pelos mesmos motivos.

Contexto

Pessoa acessando ChatGPT pelo celular e notebook
IAs geradoras de conteúdo – como ChatGPT – tem preocupado indústrias e profissionais (Imagem: Reprodução)

Mudança ocorre enquanto indústrias lutam contra perspectiva de IAs geradoras de conteúdo – por exemplo, ChatGPT e Midjourney – substituírem material que humanos criam (embora um comercial bizarro de cerveja gerado por IA possa tranquilizar esses receio por ora).

O WGA (Sindicato de Roteiristas dos EUA), por exemplo, começou greve na terça-feira (02), após interrupção das negociações entre entidade e estúdios de cinema. Sindicato vinha pressionando por limitações no uso do ChatGPT para gerar (ou reescrever) roteiros.

Executivos estão igualmente preocupados com impacto do ChatGPT e programas similares em sua propriedade intelectual. O magnata do entretenimento e presidente da IAC, Barry Diller, sugeriu que empresas de mídia poderiam levar seus problemas aos tribunais e potencialmente processar empresas de IA pelo uso do conteúdo criativo.

Com informações de CNBC

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