A euforia após a melhor série em 2023 deu lugar novamente à preocupação no Cruzeiro. Sem vencer há cinco partidas, o clube repetiu a pior sequência na temporada e viu suas pretensões no Brasileirão novamente postas em causa, e com derrota para o arquirrival Atlético Mineiro.
O momento é o pior de Pepa desde que assumiu a Raposa. O técnico português recebeu o time eliminado do Mineiro, vindo de três jogos sem vencer, e perdeu as duas primeiras partidas no comando. No entanto, a equipe deu a volta por cima rapidamente com o luso, emendando quatro vitórias em série pela primeira vez na temporada, em período que coincidiu com o início do Brasileirão.
A seca de vitórias já é de cinco jogos, com derrotas para Cuiabá, Grêmio e Atlético Mineiro, além de empates com o Tricolor Gaúcho e com o Flamengo. O Cruzeiro ainda foi eliminado pela equipe de Renato Gaúcho na Copa do Brasil com os resultados.
Quando assumiu o Cruzeiro, Pepa garantiu que a briga seria por vaga em competições internacionais, e não contra o rebaixamento. O time chegou a figurar no G4 do Brasileirão neste início de campanha, mas hoje já está no meio da tabela, na 10ª posição. A situação está longe de ser preocupante, com seis pontos de vantagem sobre os times do Z4, porém o alerta foi ligado, com apenas dois gols marcados nestas últimas partidas.
Paulo Pezzolano não tem mais vínculo com o Cruzeiro, embora tenha deixado boa impressão em sua passagem pelo clube. O técnico, que decidiu abandonar a Raposa em busca do sonho europeu sem mudar de “patrão”, acabou por vivenciar experiência traumática no Valladolid de Ronaldo: a dupla foi rebaixada na Espanha.
Para quem não recorda, Pezzolano deixou Minas Gerais desgastado para seguir o projeto europeu. Em alta com Ronaldo, presidente do Cruzeiro e do Valladolid, o técnico uruguaio ganhou um cargo no clube espanhol. A meta era manter-se na elite, e o clube brigou até o fim. O empate com o Getafe, em confronto direto na última rodada, decretou o rebaixamento.
No Brasil, o projeto de Ronaldo está longe de ser questionado até aqui. O sucesso em 2022, com o retorno à elite, deu créditos para o ex-jogador e atual mandatário. Na Espanha a avaliação é diferente. O rebaixamento foi o segundo do Valladolid na gestão do Fenômeno.
Fonte: Ogol




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