Nossa ancestral “Lucy”, de 3,2 milhões de anos, podia ficar de pé e andar ereta, revela uma nova modelagem muscular em 3D. A descoberta sugere que o Australopithecus afarensis — espécie extinta à qual Lucy pertence — não se movia agachada como os chimpanzés.
A pélvis reconstruída e os músculos das pernas do hominídeo também apontam que ela poderia subir em árvores, o que significa que a espécie provavelmente prosperou bem em habitats de florestas e pastagens na África Oriental de 3 a 4 milhões de anos atrás.
Os músculos de Lucy sugerem que ela era tão proficiente no bipedalismo quanto nós, embora possivelmente também se sentisse em casa nas árvores (…) Ela teria sido capaz de explorar ambos os habitats de forma eficaz
Ashleigh Wiseman , pesquisadora da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que conduziu o estudo de modelagem
O que você precisa saber

Modelo muscular 3D da pélvis e pernas de Lucy. Imagem: Dra. Ashleigh Wiseman/Reprodução
O modelo também revela as proporções de gordura e músculos nas pernas de Lucy, mostrando que elas eram muito mais musculosas do que as de um humano moderno. Enquanto uma coxa humana tem cerca de 50% de músculo, a de Lucy provavelmente tinha 74% e menos gordura.
Alguns dos músculos da panturrilha e da coxa ocupavam o dobro do espaço em suas pernas do nos humanos de hoje. Seus joelhos também demonstraram uma maior amplitude de movimento.

Este tipo de locomoção não é visto em nenhum animal moderno, disse Wiseman. “Lucy provavelmente andava e se movia de uma maneira que não vemos em nenhuma espécie viva hoje”.
Vale destacar que a modelagem muscular é um método novo que já auxiliou os pesquisadores a avaliar também a velocidade de caminhada de um Tyrannosaurus rex. Agora, também pode lançar luz sobre características de humanos arcaicos. “Ao aplicar técnicas semelhantes aos humanos ancestrais, podemos revelar o espectro do movimento físico que impulsionou nossa evolução”, conclui Wiseman.
Via: Live Science
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