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Doença rara, febre maculosa não é detectada em Mato Grosso do Sul há cinco anos, apesar de ter causado quatro mortes no Brasil

15/06/2023 às 12:25
3 min de leitura

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Doença que já fez quatro vítimas no Brasil: febre maculosa não é registrada em MS há 5 anos

A febre maculosa, doença causada pela bactéria Rickettsia Rickettsii transmitida pelo carrapato-estrela, tem chamado a atenção do país após a quarta morte ser registrada em Campinas (SP) nesta quinta-feira (15/6).

Em Mato Grosso do Sul, nos últimos dez anos, foram registrados apenas sete casos de febre maculosa, sendo o mais recente em 2018 em Campo Grande.

As capivaras, comuns em parques públicos de Dourados, são hospedeiras do carrapato-estrela, mas não transmitem a doença aos humanos. No entanto, contribuem para a disseminação do vetor, inclusive em áreas urbanas.

Apesar da ausência de notificações nos últimos cinco anos, a gerente técnica estadual de zoonoses, Camile Sanches Silva, destaca cuidados e dicas para proteção e prevenção contra a doença.

A febre maculosa é uma infecção aguda de gravidade variável, porém com alta letalidade. Seus principais sintomas incluem febre alta, dores no corpo, mal-estar, vômito ou diarreia, podendo ser confundida com outras doenças.

“Sintomas como esses, associados ao histórico epidemiológico de exposição a áreas de risco, requerem tratamento imediato para evitar óbito”.

Ela explica que a doença é mais comum em pessoas que vivem ou frequentam áreas rurais e parques infestados por carrapatos. Por isso, é recomendado o uso de roupas claras, que facilitam a identificação dos carrapatos, e o uso de roupas longas para proteger a pele.

Sintomas da febre maculosa incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas, além de paralisia dos membros que se inicia nas pernas e pode chegar aos pulmões, causando parada respiratória.

Medidas preventivas incluem usar roupas claras, calças compridas e passar um elástico nas calças. Caso haja exposição em áreas de risco, é importante fazer uma busca por carrapatos e removê-los imediatamente do corpo.

O médico infectologista Plínio Trabasso, professor da Unicamp, explica que é crucial retirar o carrapato puxando-o na vertical, para evitar a liberação de mais bactérias presentes em seu trato digestivo e a penetração dessas bactérias na pele.

Em relação aos casos em São Paulo, o Instituto Adolfo Lutz confirmou a morte da adolescente de 16 anos, Erissa Nicole Santan, residente em Campinas. Ela esteve em uma festa na Fazenda Santa Margarida, onde outras três pessoas foram contaminadas e também faleceram devido à doença.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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