De olho no desenvolvimento, movimento quer reativar estrada de ferro em Dourados
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De olho no desenvolvimento, movimento quer reativar estrada de ferro em Dourados
O Movimento MS de Volta aos Trilhos retorna a Dourados nesta terça-feira (27), para discutir a inclusão do município e outras cidades da região nos planos para a malha ferroviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A rota Campo Grande-Ponta Porã (que passa pelas cidades de Sidrolândia, Maracaju, Dourados e Ponta Porã) foi excluída dos planos após estudos da ANTT que alegam inviabilidade financeira. O relatório aponta que a região transportaria cerca de 200 mil toneladas em 2035. Resultado inconsistente quando comparado aos números regionais.
Apenas nas quatro cidades onde passaria a ferrovia, são produzidas mais de 7 milhões de toneladas de soja e milho, isso sem considerar o que a região produzirá no futuro, visto que o Mato Grosso do Sul cresce 10% ao ano.
O movimento afirma que a região é hoje uma das principais produtoras do agronegócio do Brasil, tem aberto portas com o mercado internacional e ficar de fora da rota da ferrovia seria um erro que acarretaria em prejuízos incontáveis.
Além disso, a reativação da rota Campo Grande-Ponta Porã tem um custo menor de produção. A Ferroeste, por exemplo, teria um custo maior que R$ 35 bilhões e a necessidade de autorizações, licenciamentos e obras gigantescas, enquanto a rota local está avaliada em R$ 18 bilhões, e tem a vantagem de já estar pronta, necessitando apenas ser revitalizada.
Em entrevista ao Dourados News, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (PSD), que encabeça o movimento, afirma que a obra atingiu níveis internacionais, já que é fundamental para que o Paraguai dê continuidade ao seu plano ferroviário.
“É fundamental que nós consigamos levar a ferrovia até Ponta Porã, esse é um assunto que está acima do Mato Grosso do Sul, se tornou nacional e internacional. Estaremos no dia 14 de julho em Concepción, no Paraguai, em outra audiência, para manifestar o interesse do Brasil nesta parceria”, disse.
Acompanhado do presidente da Câmara, vereador Laudir Munaretto (MDB), ele afirma que além do setor empresarial e do agronegócio, a reativação da rodovia impacta diretamente na vida de toda a população com a diminuição do fluxo de caminhões nas rodovias, diminuição da poluição e na geração de renda e emprego.
Nesta terça-feira (27) uma audiência pública será realizada na Câmara Municipal de Dourados, finalizando as quatro audiências nos municípios que abrangem a ferrovia. O movimento esteve anteriormente em Dourados, no distrito de Ithaum, para uma visita técnica na estação ferroviária.
A concessão da ANTT tem duração de 60 anos. Até o final de setembro deste ano será finalizada a minuta do edital, que posteriormente será enviado para análise do Tribunal de Contas da União e, a partir disso, em 2024 será lançado o edital do processo licitatório. Em 2005 o contrato seria assinado para que em 2026 as obras se iniciem.
O movimento tenta aproveitar o tempo restante para sensibilizar autoridades para a importância da inclusão da estrada de ferro no projeto.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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