Mais de 11 mil quilômetros longe de casa, douradense atua em guerra na Ucrânia
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Douradense atua em guerra na Ucrânia a mais de 11 mil quilômetros de distância de casa
O douradense Cesar Pinheiro, de 34 anos, deixou família e amigos para trás e está atuando na guerra entre Rússia e Ucrânia, a mais de 11 mil quilômetros de distância de sua cidade natal. Para ele, essa é uma atividade comum, assim como qualquer outro trabalho.
Cesar teve seu primeiro contato com o Exército aos 18 anos, quando se alistou para o serviço militar obrigatório. Ao longo de seis anos, ele serviu como soldado engajado e posteriormente como cabo.
A invasão russa ao território ucraniano começou em 24 de fevereiro de 2022. A Rússia lançou ataques terrestres e aéreos, dando início ao que chamaram de “operação militar especial”. Inicialmente, os ataques ocorreram perto da capital, Kiev, e em outros pontos estratégicos da Ucrânia.
Um ano e quatro meses depois, a guerra continua, e desde 15 de junho, Cesar faz parte da Legião Internacional Ucraniana, atuando como controlador operador e instrutor. Ele é o primeiro douradense a estar na guerra, mas há outros sul-mato-grossenses lá, inclusive de Campo Grande.
A Legião foi criada em 2022 pelo atual presidente da Ucrânia, Volodymyr Olexandrovytch Zelensky, com o objetivo de apoiar o exército ucraniano. O grupo é formado por ex-combatentes de várias nacionalidades, que já atuaram ou serviram em seus países.
Antes da guerra na Ucrânia, Cesar foi militar na Legião Estrangeira Francesa, onde realizava trabalhos de segurança para a ONU e Médicos Sem Fronteiras na África, participando de alguns conflitos contra insurgentes.
O militar afirma que sempre teve o desejo de participar de uma guerra e, por isso, sempre se preparou, mas nunca teve a oportunidade. Até que soube que uma empresa militar privada estava recrutando pessoal, enviou seu currículo e foi contratado.
Quando questionado sobre a preparação física e psicológica para enfrentar um ambiente de guerra, o sul-mato-grossense responde que é algo tranquilo, pois já está acostumado, sendo apenas mais um trabalho para ele.
Casado e pai de uma menina de quatro anos, Cesar relata que a reação de seus familiares ao saberem que ele iria para uma zona de conflito foi tranquila, pois sabem que faz parte de sua ocupação.
Atualmente, Cesar já está atuando, porém, o local exato é mantido em sigilo por questões de segurança. Suas principais expectativas são ajudar sua unidade e o povo ucraniano, que enfrenta muitas dificuldades. Ele ressalta que a guerra é cruel.
Quando questionado sobre medos relacionados a estar longe da família e em uma zona de guerra, Cesar afirma que, inicialmente, isso não existe, pois não há tempo para pensar nisso, devido à rotina agitada.
Inicialmente, o contrato de Cesar é de dois anos, mas pode ser rescindido por interesse dele ou do contratante.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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