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DOURADOS

Para cientistas políticos, população busca se “autorrepresentar” após manifestos de 2013

28/06/2023 às 14:45
3 min de leitura

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Para cientistas políticos, população busca se “autorrepresentar” após manifestos de 2013

Dez anos após protestos populares realizados em diversas cidades do Brasil, inclusive em Dourados, as “heranças” deixadas no período são notáveis no país. Para cientistas políticos, fatos que marcam a história do país como a Operação Lava-Jato desencadeada no ano de 2014 e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 foram motivadas, em parte, por esses atos.  

Manifestos que partiram inicialmente com a revolta de estudantes pelo aumento na época de R$ 0,20 na tarifa do transporte público, ganharam “corpo” com outras pautas como combate a corrupção na política e melhor qualidade de vida nos serviços públicos para a população.

O doutor em Ciências Políticas e servidor da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Davide Giacobbo Scava, natural da Itália, chegou ao Brasil em 2011 e disse notar que neste ano da chegada dele, as pessoas não falavam em política, já em 2013 o cenário mudou, o que permanece até hoje. 

“Em 2013 há uma espontaneidade para os protestos, as pessoas se auto organizam através da rede e passam a ocupar espaços físicos. Pessoas comuns, com pautas que envolvem a vida própria” frisa. 

A “incorporação” de outras pautas que foram além do aumento do valor da tarifa do transporte público é um “enigma”, conforme o doutor em Ciências Políticas, também da UFGD, Claudio Reis. 

“Acho que ainda não está muito bem explicado o que motivou essas outras pautas, o que levou outros movimentos de opiniões políticas diferentes, configurações ideológicas diferentes a ocuparem as ruas nesses momentos”, diz.  

Em Dourados, por exemplo, grupos foram às ruas com pautas distintas como feministas, indígenas, saúde, educação, entre outras. Entre esses, uma ocupou a Câmara Municipal por vários dias como forma de manifesto.  

Para Scava, um marco é que a partir de 2013, as pessoas de tidas como de “Direita” passam a praticar manifestos. Até então apenas as pessoas tidas como de “Esquerda” participavam de manifestações. 

Reis observa que a “Direita” lidou com as ações de forma a embutir as pautas do momento nas suas próprias. 

“Incluíram o combate a corrupção como uma de suas pautas”, recorda ao frisar ainda que os movimentos conservadores começaram a ganhar espaço, o que também ocorreu com o fenômeno das redes sociais.

Em um período de dez anos, o que se viu posterior aos manifestos foi uma operação voltada para o combate a corrupção, uma eleição “apertada” da Esquerda que se mantinha no poder há anos, o impeachment dessa representante eleita (Dilma Roussef) e posteriormente, a eleição de um presidente considerado de extrema-direita Jair Bolsonaro (em 2018). 

Veja a entrevista na íntegra:   
 
D.N- Há 10 anos, o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte público marcou o início de uma série de protestos em todo o país. Em Dourados, inclusive, alguns manifestantes foram às ruas e um grupo “tomou” a Câmara Municipal. Foi um “marco” a nível nacional e local? Explique.  

Professor Davide Giacobbo Scava- Creio que sim. Tanto é que vamos organizar um seminário daqui duas semanas sobre os legados desses movimentos. Realmente foi um momento importante na história política do país. Na minha opinião temos que pensar o que motivou as pessoas em 2013 a irem para a rua? Questões importantes são as condições materiais, ou seja, de um lado internacionalmente a crise financeira de 2008 em movimentos no mundo de indignação contra o papel da política que garantiu os interesses dos bancos e cortando as políticas sociais, então tivemos levantes em quase todas as democracias ocidentais. Também na questão emocional, um esgotamento na política de conciliação do Governo do PT (Partido dos Trabalhadores) e fundamentalmente uma crítica desse presidencialismo de coalição (necessita de trocas, para ter apoio na votação), o que depois abre as portas para a Operação Lava-Jato. Mas também tem a questão dos sentimentos, ou seja, as pessoas se mobilizam ao lado das condições materiais de vida, ou seja, uma precarização da vida e do outro tem o “padrão copa”, ou seja, 2014 ia ter a Copa do Mundo e as pessoas veem o que o Estado pode fazer. Notam os estádios de primeiro mundo e se tem as políticas públicas que não são de primeiro mundo. Então as pessoas veem que o Estado pode fazer coisas boas e se não faz coisas boas na saúde, no transporte, na educação, é por vontade política, não por impossibilidade como sempre foi contado. Do outro lado aconteceu em outras democracias então porque não poderia acontecer aqui. Do outro lado tem o papel da internet, das redes sociais, pela primeira vez essas possibilitam as pessoas se engajar. Quando cheguei ao Brasil em 2011, as pessoas diziam aqui não se fala em política e ao contrário em 2013 as pessoas começam a falar em política, o que dura até hoje. Todo mundo tem ideia sobre a política. Quando eu cheguei aqui as pessoas diziam a “política é suja” a política é só em Brasília, acabou e isso muda, acho que esse é o principal legado. A partir de 2013, as pessoas discutem política, as pessoas se interessam. Em 2013 o que chama atenção é o engajamento espontâneo das pessoas, se rompe aquele modelo de apresentação de cima para baixo, onde os sindicatos, partidos, instituições dizem “se manifesta”. Em 2013 há uma espontaneidade para os protestos, as pessoas se auto organizam através da rede e passam a ocupar espaços físicos. Pessoas comuns, com pautas que envolvem a vida própria. Por isso vejo que o principal legado é essa questão “se você quer mudança, você se deve envolver”. Então, a política sai daquele lugar de Brasília e é pauta comum de todo mundo e as pessoas se incomodam hoje e dizem: Ah, os tios do WhatsApp. Todo mundo tem direito de se manifestar. A democracia é isso! O povo se envolve na política, discute, se envolve, fala, participa. 

D.N- Qual “herança” restou  desses atos na sua visão? 

Professor Davide Giacobbo Scava – Importante herança é a crítica a esse modelo político, a que se participa a cada quatro anos e depois se cala e espera a próxima eleição e quem decide são aqueles que estão acima. Este modelo não funciona mais. 

D.N- Qual sua avaliação sobre esses atos em 2013? 

Cláudio Reis – Pela primeira vez na história brasileira que o Brasil teve movimentações de massa em praticamente todas as cidades importantes do país. Até então a gente tinha grandes mobilizações apenas em capitais mais centralizadas como São Paulo e Rio de Janeiro e em 2013 teve esse fenômeno de ter manifestações praticamente em todo país, isso representou um impacto nacional. Localmente, a gente teve as nossas manifestações, tivemos atos aparentemente espontâneas que ocuparam  as avenidas principais da cidade e em relação a temática do passe livre, que foi dos R$ 0,20 dos estudantes iniciou em São Paulo, atende a uma questão importante em uma cidade como SP em que muitas pessoas gastam quatro ônibus, mais metrô, mais trem, então para quem ganha um salário mínimo até dois faz muita diferença. Foi uma pauta importante para um setor da sociedade e, que em algum momento outras pautas foram aparecendo, o que eu acho que ainda é um enigma daquele ano. Acho que ainda não está muito bem explicado o que motivou essas outras pautas, o que levou outros movimentos de opiniões políticas diferentes, configurações ideológicas diferentes a ocuparem as ruas nesses momentos, junto a essas mobilizações estudantis iniciais. Aqui em Dourados tivemos essa repercussão do passe também, como o MBL (Movimento Brasil Livre), movimentos antipartidos que não eram uma característica inicial, tanto é que a gente tem muitos partidos de esquerda que apoiam o movimento pelo passe livre em um primeiro momento e que aos poucos vão surgindo outras organizações com perfis políticos diferentes. Eu estava em Dourados, posso falar do que vi aqui nesse momento, que ao mesmo tempo a gente tinha movimento indígena, de fazendeiro, movimento feminista, movimento de religioso, tudo num mesmo momento, na mesma rua, foi algo bastante singular na história brasileira, a ocupação desse espaço público por diferentes correntes, movimentos políticos. E sobre a questão do passe livre, a gente teve a ocupação da câmara municipal por estudantes, pois naquele contexto houve uma mobilização nacional dos estudantes para garantir o passe livre. Pois no dia a dia do estudante que ainda não tem a remuneração, não tem um trabalho definido, a questão do transporte é muito decisiva na permanência, na cidade onde vivem. Houve esse movimento aqui, foi uma ocupação longa, teve esse impacto, mas estava junto desse cenário, de várias câmaras, assembleias ocupadas por estudantes e a questão era essa, o passe, o transporte público. 

D.N- Como avalia os legados desse período? 

Cláudio Reis- Me parece que localmente houve, vou pensar nos grupos que se organizaram naquele momento. A gente tem o fortalecimento de algumas agremiações políticas, que começam a se unir naquele momento e que vão dar continuidade, partidos políticos de alguma maneira se fortalecem naquele momento. Coletivos também começam a surgir e se fortalecer naquele momento, sindicatos, então existem algumas mobilizações que acabaram assim como todas as outras e aí não só pensando em termos de política partidária, não só da esquerda, como da direita, houve fortalecimento localmente. Movimentos conservadores da cidade também começam a ganhar espaço, nos anos de 2014, 2015 começam a se difundir ainda mais. Aí tem o fenômeno das redes sociais, que começam a difundir ideias, organizações de cunho conservador, então me parece que 2013 é um ponto inicial para esses movimentos também aqui em Dourados. De uma forma geral, Dourados e o Estado de Mato Grosso do Sul sentiram os impactos dessas mobilizações e isso de alguma maneira deu elementos para conjunturas posteriores. Hoje o debate político que se faz em qualquer cidade do Brasil quando se fala em polarização, essa coisa toda, me parece que o ponto inicial foi 2013, pois ali aconteceu alguma coisa que colocou a sociedade brasileira em outro caminho. 

D-N- Após esses manifestos, vários momentos históricos para a política foram registrados. Comente.  

Cláudio Reis- Vejo que houve consequências diretas. Um dos enigmas que acredito que ainda não estão bem explicados sobre 2013, é que aparentemente a sociedade naquele contexto não estava com grandes crises econômicas, a gente estava beirando o pleno emprego, a gente tinha, a gente estava sentindo certa distribuição da riqueza nacional, brasil tinha saído do mapa da pobreza, existia o que se dizia na época uma nova classe média, havia um fortalecimento do salário, então me parece que não havia muitos problemas pelo menos econômicos sociais que impulsionasse aquela multidão para a rua, pelo menos para reivindicar e reivindicações que em geral não estavam tão atreladas a essa dimensão da vida. Então penso que é uma questão que precisa ser melhor estudada, analisada, que é o que levou parte daquelas pessoas para rua. Mas de qualquer maneira havia o movimento mais específico do Partido dos Trabalhadores que começa a entrar em um processo de sentir os impactos da crise de 2008 ainda, referente ao cenário global e começa e enfrentar problemas internos e econômicos, aliado a isso tem o surgimento da operação lava-jato, que interfere diretamente no cenário político e que se revelou uma ação que hoje a gente tem absoluta certeza que tinha ali uma aspiração de poder político, não era só uma questão de defesa da moral, da anticorrupção, enfim tinha um projeto de poder ali. Então me parece que 2013, abre o caminho com força da Lava-Jato em 2014 e também está vinculado ao impeachment da Dilma que vai ocorrer em 2016, tanto é que as eleições da Dilma foram muito difíceis houve o questionamento das urnas, naquele momento por Aécio Neves, foi um momento que a polarização aí já começava, pois foi muito apertada a vitória dela. Ela ganhou a eleição, mas nos meses subsequentes as manifestações continuaram, aí contra o Partido dos Trabalhadores, contra a corrupção, ali começa um momento de crise acentuada nesse período e me parece que tudo tem esse ponto inicial em 2013, que vai fortalecer Operação Lava-Jato, que vai desembocar no impeachment da Dilma, que vai pavimentar o caminho da extrema direita, que acaba assumindo o poder em 2018, que ganha força um pouco depois desse contexto. Lembrando que sem a Lava-Jato, dificilmente o Governo passado teria vencido as eleições já que operou na prisão do principal candidato, que depois se revelou que não havia prova efetiva contra ele, enfim tem todo um debate jurídico quanto a isso, mas hoje está bastante evidente que tiveram problemas na condução do processo que o supremo acabou anulando. Há um conjunto de fatores nesses últimos dez anos que marcaram a nossa conjuntura, que sem dúvida está vinculada a 2013. Estou bastante convicto que 2013 foi um ano fundamental para a gente entender os últimos acontecimentos.
Sobre a volta da Esquerda ou da Centro- Esquerda. Me parece que está muito vinculada ao fracasso da Direita, acho que toda a condição da pandemia, aí 2013 fica um pouco mais distante, dessa conjuntura. Acho que foi um governo de tensionamento e que acabou não dando certo. Acabou não realizando aquilo que era defendido na campanha de combate a corrupção, inclusive foi nesse governo que a Lava-Jato acabou sendo desmontada, o ultimo governo, então me parece que o retorno da Esquerda é mais uma reação da sociedade brasileira a esse último período que foi um momento muito difícil com o ponto de vista político e tensionamento a instituições democráticas, a condução da pandemia foi desastrosa, então tudo isso acho que alimentou a rejeição e possibilitou o retorno. A falta do equilíbrio na economia também favoreceu a isso, pois veja, a gente ainda está com uma certa herança desse período que um dos debates atuais é da taxa de juros, que está lá em cima, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), e é uma herança ainda desse último governo, que obrigou de alguma maneira o banco central a subir a 13,75 e agora há essa pressão para que ele comece a diminuir e as coisas vão estabilizando.

DN- Acredita que a polarização, assim dita, ficou mais notável a partir deste período de manifestos? 

Davide-  Foi um ponto de partida para política. A política é contraposição de projetos. Até 2013 quem ocupava a rua, era sempre a Esquerda, a partir de 2013, também a direita, através de jovens conservadores que nunca pisaram na praça pública, e então se auto organizam e ocupam e então isso é a política é a contraposição de projetos diferentes. O interessante da política diferente de todas as outras áreas é que não há certo ou errado. Em Matemática, em Geografia, existe um certo ou errado e na política são concepções diferentes de sociedade. Então “bem-vindo”  2013, em que a política se torna uma discussão da sociedade. A esquerda após 2013 fica na resistência, ou seja, na crítica do que aconteceu em 2013, ao contrário, a direita se apropria das pautas de 2013 e apresenta um projeto novo de país. Pautas como uma política suja, uma política partidária que fica em Brasília, longe das pessoas comuns, então, essa crítica aos partidos, essa crítica a essa democracia representativa onde as pessoas não decidem nada, uma crítica de combate a corrupção, é evidente que a Direita se apropria dessa pauta. Contraposição, povo, elite política. O povo quando se diz “cidadão de bem”, de alguma forma se apresenta o cidadão comum em contraposição aos políticos. Os políticos hoje não defendem os interesses dos representados, defende os interesses deles e de seus financiadores. Bolsonaro melhor que todos, se apropria das novidades, da revolução, das mídias sociais, antes para você ser político profissional, precisava de dinheiro, pois precisava se ter uma estrutura, ocupar diferentes espaços, a partir da experiencia de Bolsonaro, a mídia social é entendida como forma para baixar os custos, capacidade de se organizar a nível nacional e sobretudo possibilidade dos eleitores de participar nos debates nas pautas, então há esse processo onde Bolsonaro, os filhos, usam as mídias para apresentarem as próprias pautas e os eleitores compartilham essas, fazem próprias, esta é a grande sacada!  Não é mais o político que fala, são as pessoas que através das mídias apresentam as próprias pautas, então quem apresenta um projeto de país é a Direita. A esquerda como eu disse, parece que a partir de 2013 vive na resistência e nada de novo apresenta. Interessante ver que no começo de 2013 a Dilma tinha um apoio da população, de mais ou menos 70%, no final de junho passa a 30%, 2015, quando tem o impeachment chega a 8%, então é evidente que está relacionado ao que as pessoas entendiam por política, relacionado a vontades das pessoas. Entendo o que falou Claudio, a questão da Lava-Jato, em relação a vontades, de poder, porem também é necessário entender qual é a sensação das pessoas. É evidente que as pessoas perderam a confiança nessa classe política, quando Claudio diz “os partidos não são bem vindos em 2013” é verdade, as pessoas querem dizer que os partidos não as representam, a gente se auto representa a partir de 2013. A gente não quer ser representado por vocês. “Vocês são ladrões como demonstra a lava-Jato, vocês defendem o interesse de vocês. A gente quer política social padrão copa, a gente quer educação de qualidade padrão copa, a gente quer padrão de qualidade padrão copa.  A partir da minha experiência nesse país, 2013 é fundamental, deveria ser defendido por todos, pois é um marco onde as pessoas participam, as pessoas vão para as ruas com megafone, defende pautas locais. 

D-N Como avalia após todos esses acontecimentos, a Esquerda voltar ao poder? 

Davide- O que vejo é que a Esquerda é heterogênea, temos diferentes esquerdas, por exemplo em 2013 temos o PSTU com o lema “Fora Todos” e temos outras linhas da esquerda que na época criticavam essa rejeição contra os partidos. Eu acho humildemente que nestes 10 anos agora, em junho de 2023, tivemos numerosos debates e muitas vezes se vê como 2013 foi o “ovo da serpente”, ou seja 2013, criou as condições para a ascensão do Bolsonarismo, acho que é um erro isso, ou então vamos ter outro 2013? (rs) acho que 2013 é um aviso aos políticos: Vocês devem se importar com as questões dos seus eleitores. Você tem que pegar ônibus, seu filho deveria ir na saúde pública, deve estudar na educação pública. O Cláudio aponta que o Brasil saiu do mapa da pobreza, na época, mas através do que, através do consumo, as pessoas começam a poder consumir Tv, Geladeira, só que não é só isso na vida, a vida quer mais. As pessoas querem pão, mas também querem rosas, ou seja, ter serviço público, ter cultura, ter praças que funcionam é esse o papel da política, garantir uma vida digna, não é só consumo. Viver numa grande cidade, a gente sabe o quanto é precária a vida pois o serviço público não funciona, então acho que a importância da Esquerda que está no poder hoje é pensar quais são as pautas 2013, que é importante por mostrar que as pessoas querem outro tipo de política, não querem “acordo pelo alto”, como está acontecendo no sistema eleitoral agora que se necessita de acordo para aprovar leis, as pessoas não querem isso, querem uma vida digna. Então porquê o Estado gasta com estádio e não gasta com ônibus para a escola?

D-N- Outras mobilizações podem acontecer nesse embalo atual que está indo a política do Brasil na sua avaliação?

Davide- É importante pensar em um nível internacional. Eu acho que sim, pois 2013 deve estar relacionado a 2008. Não sei se vocês lembram que o Lula no final do mandato naquela época disse que a crise de 2008 que atingiu varias democracias no brasil não seria muito notável e na verdade se transformou num tsunami. O panorama internacional hoje parece se ter novas crises econômicas, mas penso que um novo 2013 assim digamos está mais relacionada a qual é a visão de política dessa nova esquerda, ou desta esquerda, que de novo parece ter pouco, me parece estar no mesmo modelo que nos trouxe 2013.  

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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