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DOURADOS

Após medidas “paliativas”, resolução efetiva para levar água às aldeias será buscada em Brasília

30/06/2023 às 14:13
3 min de leitura

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Após medidas “paliativas”, resolução efetiva para levar água às aldeias será buscada em Brasília

Nesta sexta-feira (30) foi realizada a apresentação do projeto de abastecimento de água da Reserva Indígena de Dourados, na sede da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). As ações são conduzidas pelo GT (Grupo de Trabalho) que é coordenado pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, por determinação do governador Eduardo Riedel e agora os representantes buscarão apresentar o projeto ao Governo Federal.

Participaram da apresentação representantes do Governo do Estado, da Sanesul, além de outros representantes políticos e da Reserva Indígena de Dourados.

De acordo com o vice-governador, o projeto levou três meses para ser concluído e, agora os representantes buscarão junto ao Governo Federal conseguir o recurso de R$ 34 mi para executá-lo. 

“A resolução definitiva desse problema demanda poços reservatórios, novas redes, grandes investimentos, contemplando a dimensão e o tamanho da nossa reserva. É fundamental que a Reserva receba os benefícios que as áreas urbanas recebem, água tratada, água de qualidade e agora vamos reunir nossa bancada, buscar junto aos deputados, senadores e claro o Governador Eduardo Riedel e estaremos marcando uma agenda em Brasília para apresentar um projeto pronto e uma vez que alocado os recursos já podemos fazer a licitação para iniciar essas obras”, apontou. 

Barbosinha recordou ainda que em 2023, o Estado realizou medidas paliativas na Reserva e conseguiu melhorar o acesso a água para 150 famílias. O Dourados News mostrou essas ações em março, quando ocorreram intervenções para reparar vazamentos e promover a extensão de rede de abastecimento de água para algumas casas que até então, aleatoriamente, eram atendidas por meio de caminhão pipa –relembre aqui-.

O presidente da Sanesul Renato Marcílio destacou que o problema maior na Reserva Indígena de Dourados está na questão da distribuição do recurso hídrico.

“Água tem, mas é mal distribuída. Na aldeia são 14 poços e o existe uma má distribuição, má aplicação de recursos ou má conservação. Agora se pensa no projeto como todo”, frisou ao destacar que a proposta envolve a construção de mais dois poços e melhores condições na estrutura como um todo. 

Marcílio ainda destacou que o projeto visa resolver a situação de uma forma definitiva e que após estabelecido os trâmites burocráticos e o valor necessário estar disponível, as obras na Reserva Indígena de Dourados devem durar cerca de dois anos. 

Para Arildo Alves, coordenador do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena), de etnia terena, os moradores da aldeia Jaguapiru e Bororó precisam da solução ágil para este problema que já perdura por anos. 

“Expectativa é enorme, é de imensa alegria nossos povos receberem essa informação. É para a qualidade de vida e bem-estar da nossa população, que merece esse tratamento. Há anos o polo base de dourados, vem sendo caso de mídia, de divulgação com esse projeto acredito que temos uma nova perspectiva de vida”, destacou.

Como mostrado pelo Dourados News, o grupo foi criado em fevereiro deste ano e conta também com representantes da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde)
O problema de abastecimento de água na Reserva existe há muitos anos. Em 2014, por exemplo, o Dourados News mostrou que indígenas caminhavam por horas sob sol escaldante para poder encher latas com água em açudes da região -relembre aqui-

Na parte alta, algumas famílias deixavam as torneiras abertas ao longo do dia para, aos poucos, realizar a captação. 

 

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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