Nesta sexta-feira (7), o programa de incentivo à indústria automotiva, que reduziu o preço de carros populares, chegou ao fim. O anúncio foi feito por Márcio de Lima Leite, presidente da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Além disso, o anúncio do encerramento do programa também marca a utilização total dos R$ 800 milhões de crédito disponibilizados pelo governo para a redução do preço dos carros. Até a última atualização do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), R$ 600 milhões haviam sido utilizados até a tarde da última quinta-feira (6).
Vale ressaltar que inicialmente o programa tinha uma destinação de R$ 500 milhões em créditos, porém esse montante foi utilizado em apenas três semanas, o que levou o governo a disponibilizar mais R$ 300 milhões.
Apesar de o governo ter disponibilizado R$ 800 milhões para as fabricantes, R$ 150 milhões serão reservados para compensar a perda de arrecadação dos impostos PIS/Cofins e IPI devido aos descontos. Portanto, o valor líquido liberado para o programa é de R$ 650 milhões.
Veja abaixo o montante solicitado por cada fabricante ao governo:
Apesar do fim, governo considera programa um sucesso
Embora o programa tenha sido lançado apenas em 5 de junho e as vendas levem alguns dias para serem efetivamente emplacadas, houve um impacto positivo no aumento de emplacamentos no mês passado.
Geraldo Alckmin, vice-presidente e Ministro da Indústria e Desenvolvimento, classificou o programa como um sucesso. Ele afirmou que o programa salvou empregos, estimulou a atividade industrial e ajudou os consumidores a adquirirem veículos com tecnologia e segurança aprimoradas, além de preservar o meio ambiente.
Salvou emprego, estimulou a indústria e ajudou os consumidores e terem carros mais tecnológicos e seguros. Foi um sucesso dada a ociosidade de quase 50% das fábricas.
Geraldo Alckmin
Anfavea queria 12 meses
Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, expressou o desejo da associação de que o programa de incentivo à indústria automotiva se estendesse por 12 meses, abrangendo também os segmentos de veículos médios e de maior valor, que também necessitam de impulso. No entanto, ele ressalta que é importante separar o desejo da possibilidade.
O programa mostrou que havia demanda reprimida e consumidores que buscavam o carro popular estava distante. Com o fim do programa, haverá um aumento do preço dos veículos com o fim dos descontos.
Márcio de Lima Leite
No entanto, Leite diz esperar que a redução das taxas de juros compense essa mudança, e a Anfavea mantém sua projeção de vendas de 2 milhões de unidades para este ano.
Caminhões e ônibus seguem contemplados

Alckmin lembrou que o programa para caminhões e ônibus continua ativo, disponibilizando R$ 700 milhões em descontos para a compra de caminhões e R$ 300 milhões de incentivo para a renovação da frota de ônibus.
No caso dos veículos pesados, semipesados e comerciais (vans), a intenção é renovar a frota. Para participar, tanto pessoas físicas como empresas devem entregar veículos com mais de 20 anos de uso. O governo afirma que a sucata resultante trará benefícios para a indústria automotiva, pois o preço da matéria-prima utilizada nas fundições poderá ser reduzido.
Após entregar o veículo usado, o participante receberá um desconto na compra de um novo, que varia de R$ 33.600 a R$ 99.400, dependendo do tamanho do veículo. Veículos maiores e mais caros terão descontos mais vantajosos. Confira abaixo os valores:
Conforme a Medida Provisória (MP), o valor que as concessionárias deixarão de receber será coberto pelas fabricantes, que converterão esse montante em crédito tributário.
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