Em vistoria às obras do Regional, superintendente fala sobre a gestão do orçamento da saúde
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Em vistoria às obras do Regional, superintendente fala sobre a gestão do orçamento da saúde
Na tarde desta segunda-feira (10), o superintendente do Ministério da Saúde de Mato Grosso do Sul, Ronaldo de Souza Costa, esteve nas obras do Hospital Regional em Dourados para conhecer as instalações. Entre as considerações iniciais sobre a estrutura ele falou sobre a situação da saúde pública municipal e Estadual.
O Ministério da Saúde é responsável por 76% dos investimentos para esta fase das obras, cerca de R$ 20 milhões. Durante a vistoria ele ressaltou que boa parte dos serviços já estão concluídos e elogiou a estrutura que está sendo montada, além disso chamou atenção para a falta de uma estrutura para que os acompanhantes dos pacientes possam se alimentar.
“Os leitos hospitalares no Estado diminuíram e a população aumentou, então essa obra é muito importante e trará mais conforto e menos sofrimento para a população. Ela significa menos espera e mais procedimentos. Isso não apenas para Dourados, mas para a região atendida aqui”, afiram o superintendente.
Uma equipe do Ministério da Suade e da SES (Secretaria de Estado de Saúde) permanecem na cidade e nos próximos dias realizarão a vistoria técnica do local.
Questionado sobre a quantidade de leitos, Ronaldo afirmou que o hospital é do Estado é ele que vai definir o número de leitos e os serviços, entretanto, a unidade deve atender serviços devem ser de média e alta complexidade de todo o sul de Mato Grosso do Sul.
Ele ainda ressaltou a importância de o Estado estar presente na administração da unidade.
“A regionalização é uma questão obrigatória para dar certo a gestão da saúde no Mato Grosso do Sul. Eu acredito que os municípios que são sede de macrorregião de saúde no MS, como no caso de Dourados, precisam da presença do Estado assumindo efetivamente a gestão dos hospitais regionais”, disse.
Sobre a saúde pública em Dourados, o superintendente afirmou que atualmente o município tem do Ministério da Saúde R$ 51 milhões em caixa, em orçamento de custeio e investimentos, o que segundo ele dá à cidade recursos e possibilidade de oferecer uma saúde de qualidade para a população.
“Aqui em Dourados, por exemplo, o maior número de leitos hospitalares é do Governo Federal, no Hospital Universitário, e no Hospital Regional estamos investindo 76% do valor da obra. Então agora compete ao município fazer os exames e cobertura ambulatorial, não é nada demais. Pra mim existe falta de orçamento quando você gasta bem, agora quando falta orçamento e não se tem os serviços, você está gastando mal. Então a gente tem que redimensionar, redefinir as metas e o orçamento da saúde para o sistema público”, afirma.
Ronaldo acredita a questão da saúde passa pela desprivatização do orçamento municipal e que os municípios num todo deveriam evitar comprar serviço particular que visam o lucro.
“Acho que compete ao município realizar concurso público, contratar diretamente os funcionários, montar os serviços e evitar a questão do lucro dentro da gestão da saúde no município. Quando se tira o lucro, se faz muito mais e se paga menos, não se pode administrar querendo colocar um serviço privado dentro da saúde, porque nunca vai ser suficiente. O Ministério da Saúde é parceiro nisso”.
A previsão de funcionamento até o fim deste ano, o Hospital Regional deve dispor de 51 leitos de enfermaria e 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sendo 10 adultos e 10 pediátricos, além de quatro salas cirúrgicas e toda a estrutura administrativa.
O prédio fica às margens da BR-463 e tem 7.547 metros quadrados dividido em três blocos e dois pavimentos.
A obra recebe R$ 34,4 milhões de investimentos, sendo recursos estaduais e federais, empenhamos por meio de emenda parlamentar.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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