Depois de três décadas, Brasil volta a se despedir da Copa na fase de grupos
Anuncie Aqui
Em uma atuação apática, a seleção brasileira acabou eliminada da Copa do Mundo Feminina 2023. Com um empate sem gols diante da Jamaica, o Brasil voltou a cair na fase de grupos depois de 28 anos.
Com esse resultado, a França carimbou a liderança do Grupo F com sete pontos e triunfo sobre o Panamá na terceira rodada. A Jamaica ficou em segundo do grupo, com cinco pontos, e o Brasil fechou a participação na Copa do Mundo Feminina em terceiro lugar.
Ataque x defesa
O retrato da primeira etapa foi muito simples de definir: Apenas uma equipe queria propor o jogo. Com a necessidade da vitória para avançar ao mata-mata, a seleção brasileira descobriu o “caminho das pedras” bem cedo. E ele era pelo lado esquerdo.
Com Marta entre as titulares, o Brasil chegou duas vezes com sua nova dupla de ataque nos primeiros movimentos. Marta recebeu de Debinha e bateu fraco, aos cinco minutos. Na sequência, Debinha invadiu a área e rolou para Marta, que foi travada pela defensiva da Jamaica.
A velocidade da seleção pela ala esquerda era o grande trunfo em busca do gol. Aos 20 minutos, boa trama brasileira que também passou por Debinha e Marta até chegar em Tamires. A lateral finalizou rasteiro e Spencer defendeu firme.
Forte no apoio, Tamires mandou para a área e Ary Borges, com caminho livre pelo meio da área, chegar para o cabeceio sem direção. Com 39 minutos de jogo, em papéis invertidos, Ary buscou Tamires por elevação e a camisa 6 parou novamente na segurança da goleira adversária. Final de primeiro tempo: Jamaica 0, Brasil também 0.
Brasil inoperante
Para a etapa completar, a seleção brasileira voltou a campo com uma mudança. Apesar da boa atuação de Ary Borges na etapa inicial, Pia Sundhage optou por tirar a meio-campista e colocar em campo a atacante Bia Zaneratto.
Com a mudança tática, o Brasil passou a atuar em um 4-3-3 mas, estranhamente, com Bia Zaneratto deslocada para a ponta esquerda. Sem Ary Borges, o Brasil perdeu a jogadora que fazia a conexão entre o meio-campo e o ataque.
Desta forma, as tentativas da seleção eram, majoritariamente, por cruzamentos na área, fossem rasteiros ou pelo alto. A Jamaica, por sua vez, seguia o plano traçado à risca e, além de povoar a frente da área, contava com a atuação nada inspirada do adversário.
Depois de 33 minutos jogados, a bola finalmente chegou próxima ao gol jamaicano e com uma “ajudinha”. Depois de cruzamento na área, Swaby tentou cortar e quase mandou contra o próprio patrimônio.
A Jamaica respondeu três minutos depois com o lance mais perigoso da etapa final. Khadija Shaw, que atua no Manchester City, arrancou pelo meio, passou na força pela defensiva brasileira, mas bateu para fora.
Aos 45 da etapa final, falta para o Brasil na entrada da área. Andressa Alves bateu por cima da barreira, mas não com a força necessária. Esse foi o primeiro chute da seleção em direção ao gol no segundo tempo.
Fonte: Ogol
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários