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TECNOLOGIA E ENTRETENIMENTO

Grupo de hackers desenvolve redes sociais “do bem”; entenda

02/08/2023 às 13:00
3 min de leitura
Mulher digitando SMS em iPhone

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Hackers desenvolvem Veilid, uma estrutura de criptografia para aplicativos e redes sociais

O Cult of the Dead Cow, grupo de hackers conhecido por atividades arriscadas no mundo virtual, está mudando de rumo. Agora, eles estão desenvolvendo o Veilid, uma estrutura de codificação para aplicativos e redes sociais que visa proteger a segurança e privacidade dos usuários, sem coletar seus dados pessoais.

O que é o Veilid?

O Veilid é uma estrutura de codificação criada por ex-hackers, que pode ser utilizada por desenvolvedores de aplicativos. Inspirado em produtos como o Signal, que oferece criptografia robusta para mensagens e chamadas de voz, e o Tor, que permite navegação anônima na web, o Veilid tem como objetivo garantir a privacidade dos usuários durante a navegação.

Sem anúncios direcionados

O maior desafio será convencer os programadores e engenheiros a adotar o Veilid em seus aplicativos, uma vez que a impossibilidade de coletar informações detalhadas dos usuários limita as possibilidades de receitas, como anúncios segmentados. No entanto, a novidade pode atrair aqueles que estão cansados do modelo atual das redes sociais, além de contar com o apoio de ativistas dos direitos civis, que condenam o uso de mensagens de texto e Facebook pela polícia.

Questões de moderação de conteúdo

O Veilid é o lançamento mais significativo do Cult of the Dead Cow em mais de uma década. Os desenvolvedores afirmam que a plataforma é tão fácil de usar quanto o Facebook e o projeto é sem fins lucrativos. A ideia é proporcionar a comunicação segura para aqueles com poucos recursos, dando-lhes a mesma privacidade que bilionários e especialistas têm.

Uma das preocupações dos desenvolvedores é a moderação de conteúdo, especialmente em relação à disseminação de fake news e discursos de ódio nas redes sociais. A criptografia total torna difícil para os moderadores identificarem interações prejudiciais, o que exige adaptações antes que a tecnologia possa ser amplamente implementada.

 

Fonte: Olhar Digital

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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