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Intenção da mentora do assassinato de médico era manter corpo na casa alugada por 15 dias

08/08/2023 às 12:10
3 min de leitura

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Mentora planejava deixar corpo por 15 dias em casa alugada no assassinato de médico

Bruna Nathalia de Paiva, de 29 anos, planejou que o médico Gabriel Paschoal Rossi fosse assassinado e seu corpo permanecesse na casa alugada onde foi encontrado até o final do contrato de locação, que foi realizado através de um aplicativo.

O delegado Erasmo Cubas, do Setor de Investigações Gerais (SIG), revelou essa intenção durante uma coletiva realizada na manhã de terça-feira (8/8) em Dourados, onde detalhou o caso.

No dia anterior, na segunda-feira (7/8), Bruna foi presa juntamente com Augusto Santana, de 34 anos, Keven Rangel Barbosa, de 22 anos, e Gustavo Kenedi Teixeira, de 27 anos, na cidade de Pará de Minas (MG), sob suspeita de envolvimento no homicídio.

Todos estão sob custódia na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e devem ser ouvidos ao longo do dia.

De acordo com Cubas, as investigações revelaram que tanto Bruna quanto o médico estavam envolvidos em um esquema fraudulento de estelionato. Gabriel estaria cobrando dela uma dívida de aproximadamente R$ 500 mil.

Diante dessa situação, Bruna decidiu orquestrar a morte do médico e veio para Dourados com os outros três cúmplices.

Ela alugou dois imóveis na cidade, sendo um apartamento na Rua Monte Alegre para uso diário e a casa na Vila Hilda, onde o assassinato ocorreu.

O contrato do imóvel onde o crime aconteceu, realizado através de um aplicativo de locação, tinha duração de 15 dias. O plano era assassinar Gabriel, deixar o corpo na residência e depois fugir, ganhando tempo.

“O contrato era de 15 dias. Ficou claro que eles alugaram com o propósito de executar Gabriel ali. A casa seria ocupada por 15 dias até o corpo ser encontrado. A meta era essa, deixar o corpo lá e sair”, explicou Cubas.

Gabriel morreu devido a asfixia e estrangulamento. Ele foi visto pela última vez após seu plantão no hospital onde trabalhava em Dourados, no dia 26 de julho, e desde então não manteve contato com sua família e amigos.

A investigação também apontou que o médico estava envolvido em esquemas de estelionato relacionados a saques fraudulentos e tinha uma conexão com Bruna desde seus tempos de faculdade.

 

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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