A GM (General Motors) anunciou, nesta terça-feira (08), que todos os seus veículos elétricos terão recursos de carregamento bidirecional V2H (Veículo para Casa) até o ano modelo 2026. Isso significa que os carros conseguirão tanto puxar a energia da casa – para carregar – quanto fornecer energia, se necessário.
Para quem tem pressa:
A montadora divulgou que primeiro veículo a ser lançado com carregamento V2H bidirecional será o 2024 Chevy Silverado EV.
Depois, virão:
EVs da GM e carregamento bidirecional V2H

O revivido Chevy Bolt, com trem de força Ultium, não apareceu na lista oficial. Mas Derek Sequeira, diretor de ecossistemas EV da GM, disse ao The Verge que, como um futuro modelo Ultium, muito provavelmente também incluiria carregamento bidirecional.
O carregamento bidirecional funciona exatamente como parece: com carregadores EV unidirecionais, a eletricidade flui da rede elétrica para o veículo elétrico; com carregadores EV bidirecionais, a eletricidade pode fluir nos dois sentidos.
A ideia é usar equipamentos de carregamento bidirecional para empurrar e puxar energia de veículos elétricos a qualquer momento.
Dessa forma, as baterias de íon-lítio de alta capacidade não são apenas recursos para alimentar os veículos elétricos, mas servem como uma espécie de backup para carregar dispositivos elétricos, uma casa inteira ou até mesmo enviar energia para a rede elétrica para possíveis economias de energia.
A GM Energy, braço da montadora voltado para energia, anunciou recentemente um conjunto de produtos domésticos. Entre eles, estavam dois kits Ultium Home para permitir o carregamento V2H entre um carro elétrico e uma casa.
Concorrência

Um número crescente de carros elétricos oferece suporte a carregamento bidirecional. Além do F-150 Lightning, há o Hyundai Ioniq 5 e o Kia EV6, o próximo Volvo EX90 e até o Nissan Leaf. A Tesla provavelmente trará a tecnologia para sua linha até 2025.
No entanto, o CEO da marca, Elon Musk, criticou o carregamento bidirecional. Para ele, o recurso é inútil sem o armazenamento oferecido por baterias domésticas, por exemplo.
De fato, a GM Energy pretende vender esse tipo de baterias como parte de seus kits domésticos. Assim, os proprietários dos veículos não precisarão se preocupar com as luzes de suas casas se apagando quando desligarem seus carros.
Sequeira disse que o carregamento bidirecional só “pegou” recentemente porque as montadoras temiam alimentar temores sobre os EVs serem prejudiciais às redes elétricas.
Esses temores existem, mas o diretor da GM disse que os clientes estão começando a ver o valor dos VEs como “usinas virtuais”, armazenando energia que pode complementar a rede em horários de pico de demanda.
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