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Nas últimas 24 horas, mais de 3 mil residentes deixam bairro na capital do Haiti para buscar proteção contra grupos criminosos

16/08/2023 às 11:56
3 min de leitura
pessoas fugindo do havai

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Milhares fogem de bairro atormentado por gangues no Haiti

Mais de três mil pessoas buscaram refúgio fora de um bairro em Porto Príncipe, a capital do Haiti, na terça-feira, 15, enquanto tentavam escapar dos grupos criminosos que assolam a região. De acordo com estimativas do Departamento de Proteção Civil do Haiti, o número de fugitivos ultrapassa 3.100 e pode aumentar nos próximos dias. A evasão ocorreu por meio de veículos sobrecarregados, motocicletas e a pé. Os criminosos saquearam e incendiaram várias residências, causando um número significativo de mortes, relataram os moradores. As autoridades haitianas confirmaram os incêndios e as mortes, mas não forneceram um balanço exato.

“Enfrentamos uma situação extremamente difícil”, explicou Elie Derisca, residente do distrito de Carrefour-Feuilles, ao sul de Porto Príncipe. O bairro tem sido alvo frequente de ataques de uma gangue liderada por Renel Destina, também conhecido como Ti Lapli, procurado nos Estados Unidos por sequestros de cidadãos americanos. “Os policiais locais não têm recursos suficientes para nos proteger. Os criminosos tomaram controle de nossas casas”, lamentou Derisca.

A terça-feira trouxe o caos para as ruas de Carrefour-Feuilles. Enquanto alguns moradores transportavam seus pertences, outros carregavam móveis e colchões em veículos. “Não sei para onde ir. Tive que deixar minha casa para trás”, compartilhou Destina. Algumas pessoas procuraram refúgio em praças públicas e escolas em bairros considerados mais seguros.

Na segunda-feira, 14, os residentes de Carrefour-Feuilles protestaram contra a falta de segurança. A polícia haitiana emitiu um comunicado prometendo combater as gangues, porém, a declaração não conseguiu acalmar os moradores, que continuaram abandonando o distrito. O Haiti enfrenta há décadas uma economia instável e uma crise política e de segurança. O assassinato do presidente Jovenel Moise em 2021 exacerbou drasticamente a situação, concedendo mais poder às gangues criminosas. Atualmente, essas gangues controlam quase 80% de Porto Príncipe, e sequestros, estupros, roubos e assassinatos têm se tornado um problema cotidiano.

*Com informações da AFP

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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