Os sintomas clínicos para identificar machucados que estão infeccionando nem sempre são claros e, muitas vezes, o diagnóstico depende de outros fatores, como a experiência do médico. Se não for tratada de forma precoce, as feridas infectadas podem se espalhar pelo corpo, gerando problemas mais graves.
Pensando nisso, uma equipe de cientistas e médicos desenvolveu dispositivo que permite imagens avançadas de uma ferida para identificar possível infecção. O Swift Ray 1 funciona a partir de aplicativo que pode ser conectado a um dispositivo móvel, como smartphones e tablets, conforme o Medical Xpress.
“O tratamento de feridas é uma das ameaças mais caras e negligenciadas aos pacientes e ao nosso sistema de saúde em geral”, disse Robert Fraser, da Western University e da Swift Medical, autor do estudo publicado na revista Frontiers in Medicine. “Os médicos precisam de melhores ferramentas e dados para melhor atender seus pacientes que sofrem desnecessariamente.”
Swift Ray 1
O dispositivo funciona com o software Swift Skin and Wound. Pelo app, é possível capturar imagens de termografia infravermelha (que medem o calor corporal) e imagens de fluorescência bacteriana (que revelam bactérias usando luz violeta).
A pesquisa demonstrou que a imagem bacteriana ajuda a orientar o trabalho dos médicos para remover tecidos inviáveis, mas não consegue identificar a infecção por si só […] A termografia fornece informações sobre as alterações inflamatórias e circulatórias que ocorrem sob a pele.
Dr. Jose Ramirez-Garcia Luna, do Centro de Saúde da Universidade McGill, primeiro autor do estudo
Mas as imagens não são suficientes para o diagnóstico e requerem método adicional para diferenciar contaminações de feridas infectadas. Durante os testes, a equipe recrutou 66 pacientes com feridas sem sinais de propagação da infecção. Os machucados foram descobertos e higienizados antes das imagens.
Resultados
Durante a análise das imagens feitas pelo dispositivo, a equipe descobriu quatro padrões de feridas, sendo:
“Este foi um estudo piloto e estudos de acompanhamento estão planejados”, afirma Fraser. “No futuro, será necessário validar populações de pacientes com mais tipos de feridas”.
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Fonte: Olhar Digital
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