Segunda-feira, Janeiro 19, 2026
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Essa IA é capaz de mudar seu próprio “cérebro” para ficar mais inteligente

Ilustração de perfil de rosto feita com linhas de códigos de programação para representar conceito de IA

Por experiência própria, essa Inteligência Artificial pode afirmar que o fator diversidade é fundamental para melhorar o desempenho intelectual. Um experimento cientifico ensinou uma IA a analisar sua rede neural e entender como seu cérebro funciona. A ideia era compreender se ela escolheria manter uma rede de neurônios iguais ou diferentes uns dos outros. Em todos os casos, ela escolheu a diversidade.

O estudo foi publicado pela revista científica Scientific Reports

Leia mais:

Como funciona uma rede neural artificial?

O cérebro humano possui neurônios que trocam impulsos elétricos conforme a força da conexão entre eles. Inspirado nesse funcionamento, as inteligências artificiais ganham uma rede de neurônios artificiais que podem ter a mesma força, ajustando a intensidade numérica de cada elo.

A progressão de uma rede neural artificial pode ser dividida em três estágios: de uma rede neural convencional para uma diversa e, finalmente, para uma diversa aprendida – Imagem: Nature

A rede neural artificial já é utilizada em modelos tradicionais de IA. Porém, esses modelos são compostos em sua maioria por neurônios idênticos entre si. A quantidade e intensidade da conexão podem se alterar ao longo de testes.

O que os cientistas fizeram, nesse caso, foi dar para a IA a habilidade de escolher o número, forma e a força da conexão entre os neurônios. Assim, foi possível criar sub-redes de diferentes tipos de neurônios dentro da rede, conforme ela ia aprendendo.

Em entrevista para o Tech Explore, William Ditto, professor de física na North Carolina State University e co-autor do trabalho, explicou mais sobre a descoberta:

Nossos cérebros reais têm mais de um tipo de neurônio, então demos à nossa IA a capacidade de olhar para dentro e decidir se precisava modificar a composição de sua rede neural. Essencialmente, demos a ela o botão de controle de seu próprio cérebro. Para que ela possa resolver o problema, veja o resultado, e mudar o tipo e a mistura de neurônios artificiais até encontrar o mais vantajoso. É o meta-aprendizado da IA.

Principais resultados da pesquisa

Ditto afirmou, ainda, que à medida que os problemas se tornam mais complexos e caóticos, o desempenho melhora ainda mais dramaticamente em relação a uma IA que não abraça a diversidade neural.

A descoberta é um passo a mais para que a IA se torne cada vez mais inteligente.

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Fonte: Olhar Digital

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