Com prejuízo de R$ 76 milhões ao crime organizado, operação reforça combate aos crimes de fronteira
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Com prejuízo de R$ 76 milhões ao crime organizado, operação reforça combate aos crimes de fronteira
Cerca de R$ 76 milhões em mercadorias de contrabando e descaminho foram retirados de circulação durante a Operação Fronteira RFB, coordenada pela Receita Federal e em parceria com diversas forças de segurança. Na tarde desta quinta-feira (5) autoridades se reuniram para apresentar os resultados parciais da operação e falar sobre os trabalhos para coibir esse tipo de crime na região de fronteira.
Iniciada em 25 de setembro deste ano, a operação é coordenada pela Receita Federal e termina oficialmente nesta sexta-feira (6). Ela conta com a participação do Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Rodoviárias Estaduais do PR e MS, Polícia Militar e Polícia Civil. O foco dos trabalhos é a região de fronteira com o Paraguai e parte de Bolívia, com atenção especial nos municípios de Dourados, Mundo Novo e Corumbá no Mato Grosso do Sul, e Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Guaíra, no Paraná.
“A Fronteira RFB é uma demonstração que as instituições precisam cooperar cada vez mais. Essa integração não teve início nessa operação, na verdade ela acontece a muito tempo e é cada vez mais reforçada”, ressalta o superintendente da 1ª Região Fiscal da Receita Federal do Brasil (RFB), Antônio Henrique Lindemberg Baltazar.
Desde o início das atividades até a manhã de hoje, a operação apreendeu o equivalente a R$ 76 milhões, um prejuízo considerável ao crime organizado e a todo o processo que envolve contrabando, descaminho, tráfico de drogas e armas. Desse valor, R$ 33 milhões é referente a mercadorias que entram ilegalmente no brasil, com ênfase no cigarro, onde apenas nas duas últimas semanas, foram apreendidas mais de 150 mil caixas no Mato Grosso do Sul.
“Muitas vezes as pessoas imaginam que esse tipo de crime é pequeno, mas não é! Ele impacta negativamente a saúde pública e economia brasileira. Mais do que isso, esses crimes financiam grandes organizações criminosas”, aleta o superintendente.
Ainda segundo os dados apresentados, durante as duas semanas de operação foram apreendidos R$ 43 milhões em drogas, sendo cerca de 10 toneladas de maconha e 500 kg de cocaína, além de 4 kg de cocaína preta em Corumbá, droga raramente encontrada e que tem como finalidade impedir a detecção dos cães farejadores.
Também foram apreendidos 136 veículos, utilizados no transporte dessas substâncias e mercadorias, e 47 pessoas foram presas, sendo 27 pelos crimes de contrabando e descaminho e 20 por tráfico de drogas e armas.
De janeiro até setembro de 2023, as forças de segurança retiraram de circulação o equivalente a R$ 3.5 bilhões em mercadorias de contrabando, desses, R$ 700 milhões são relacionados ao contrabando de cigarro. “Isso não é um crime pequeno, ele financia organizações criminosas e prejudica de maneira irreparável a saúde pública e a economia brasileira”, afirma Baltazar.
O secretário da Receita Federa, Robinson Sakiyama Barreirinhas, relatou que foi elaborado pela subsecretaria de aduana, um plano para que haja uma atenção especial na região de fronteira terrestre do MS, o que vai demandar investimentos em tecnologia, inteligência e aumento de efetivo.
“São quase 17 mil quilômetros de fronteira terrestre, que demandam muita inteligência e cooperação par que haja de fato um trabalho de proteção ao cidadão. Temos muita clareza que a repressão é essencial, mas de fato, para que ela haja uma solução duradora, ela envolve tanto um plano de colaboração com os nossos países vizinhos, como um reforço de estrutura física e de recursos humanos da Receita Federal”, afirma.
Além disso, a cooperação entre as forças de segurança continua para ampliar o combate e repressão aos crimes de contrabando e descaminho na região.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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