Arqueólogos encontraram centenas de jarros de vinho de cerca de 5.000 anos dentro de potes lacrados. A descoberta aconteceu no túmulo da Rainha Merneith em Abydos, Sohag, cidade na margem oeste do Nilo.
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A descoberta de jarras de vinho intactas e seladas em Abydos, juntamente com sementes de uva bem preservadas, tem o potencial de aumentar significativamente a nossa compreensão de alguns dos primeiros processos de produção, utilização e comércio de vinho no antigo Mediterrâneo e no Norte de África.
Emlyn Dodd, Professor do Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Londres que não está envolvida com a investigação à Newsweek.
De acordo com o professor, ao analisar os resíduos deixado dentro dos frascos seria possível descobrir a composição química do vinho que estava dentro, revelando “seu perfil de sabor, e quaisquer ingredientes que foram utilizados”.
Túmulos encontrados
Outra descoberta no local foi que a tumba da Rainha Merneith foi construída com materiais como tijolos brutos, argila e pranchas de madeira.
Segundo, Christiana Kohler, arqueologista egípcia que lidera a investigação, o túmulo real da Raina Merneith é possivelmente o único da Primeira Dinastia do Antigo Egito encontrado até o momento.
Próximo ao túmulo real foram encontrados 41 tumbas de conselheiros e servos da rainha.
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Por que as investigações sobre Merneith interessam os pesquisadores?
De acordo com registros históricos, Merneith pode ter governado o Egito sozinha por volta de 2.950 a.C. Portanto, ela pode ter sido a primeira mulher em posição de governo (faraó).
No entanto, isso ainda não é certo, pois alguns pesquisadores argumentam que ela nunca governou de forma independente. Outros pesquisadores contradizem afirmando que, na verdade, Neithhotep foi a primeira rainha que se tem registro.
Fonte: Olhar Digital
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