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Leia O golpe do 8 de janeiro…, por Rodolpho Barreto

14/01/2024 às 10:59
3 min de leitura

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Leia O golpe do 8 de janeiro…, por Rodolpho Barreto

O QUE FOI ? 

Quem nunca ouviu falar, em rodas de conversa: – “Fulano caiu num golpe! Viu o novo tipo de golpe? Cuidado!” Golpe, portanto, é mentir, enganar, ludibriar, encenar uma situação falsa para obter uma vantagem indevida da vítima. Nesse sentido, o “8 de janeiro” foi golpe? Sim, dos grandes! Quem foi (e continua sendo) a vítima? O Povo, a Democracia, a Verdade… E quem seriam os golpistas? Basta verificar quem tirou e ainda está tirando vantagem de tudo isso: STF, governo PT e grande parte da mídia brasileira. Sim, eu sei que a narrativa oficial é a de que eles são os “heróis” da história e que “golpistas” são os outros, mas, te liga: eles é que estão dando o golpe, na cara dura! “Defensores da democracia”? Longe disso. Os fatos desmontam as narrativas. Avalie e tire as suas conclusões. 

Enquanto não foram encontradas provas materiais concretas e individualizadas de crimes contra a maior parte dos mais de mil cidadãos detidos e presos, sobraram as evidências de que o atual governo buscou instrumentalizar politicamente o ocorrido. São fatos: Lula decidiu viajar, às pressas, na véspera do 08/Jan, quando diversas autoridades federais já haviam sido previamente alertadas pela Abin. E o que foi feito? Nada, nenhuma providência. Por que nada foi feito? Depois, por que certas pessoas foram presas, rapidamente, e outras não? O Coronel Cid. G. Dias, por exemplo, flagrado nas imagens conversando com invasores no Palácio do Planalto, não foi preso. Por quê? Prisões de cidadãos comuns, determinadas pelo STF? Autoridades públicas que deixaram a invasão ocorrer não deveriam ser responsabilizadas? Quem eram os infiltrados? Diversas questões não esclarecidas até hoje, por quê?

COMO FOI ? 

Foram pouquíssimos os que efetivamente cometeram atos violentos no interior dos prédios: mesmo assim, do pipoqueiro ao vândalo que destruiu o relógio histórico, todos estão submetidos à mesma condenação? Gabriela Ritter, presidente da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de janeiro, reclama das prisões em massa, sem distinção alguma. “Prendam, algemem e coloquem nos ônibus”. Entre os presos, idosos, mulheres e crianças, mesmo os que haviam chegado ao acampamento diante do QG do Exército DEPOIS do quebra-quebra na Praça dos Três Poderes. Enfim, são muitas as ilegalidades. O próprio inquérito aberto de ofício no STF, mecanismo não previsto na legislação brasileira, na qual o tribunal se torna acusador, vítima e juiz, é medida inconstitucional, que fere a isenção, prevista no Direito Penal.
 
“O tratamento judicial do 8 de janeiro é exemplo, não de democracia, mas de arbítrio. A esquerda que defende o garantismo penal e pede ‘desencarceramento’ de bandidos aplaudiu as prisões preventivas mantidas sem motivo algum, mais as condenações sem provas dos delitos de que eram acusados. Nada disso é característico de uma democracia digna do nome; no máximo, ela existe nas ‘democracias relativas’ dos carniceiros latino-americanos que Lula tanto adora, e que qualquer pessoa de bom senso não hesita em chamar do que são: ditaduras cruéis. O deputado Maurício Marcon ironizou: – Alguém sabe se os democratas, como Nicolás Maduro, da Venezuela; Daniel Ortega, da Nicarágua; e Miguel Díaz-Canel, de Cuba, estarão presentes no evento em defesa da democracia?” (www.gazetadopovo.com.br/editorial)

QUAL O RESULTADO ?

Não conseguiram, em um ano inteiro de investigações, apresentar uma única prova. Por isso mesmo fizeram questão de comemorar o “dia 8 de janeiro” como uma data nacional. Já que não têm os fatos, ficam com a encenação. Tudo para dar algum suporte a versão do governo. Após um ano de barulho, de repressão e de histeria, os responsáveis pela investigação e pelo processo simplesmente não deram nenhuma informação sobre a presença de infiltrados – gente que apareceu no momento só para vandalizar. Há as imagens que foram apagadas das câmeras de segurança. Há a omissão inexplicável das autoridades que, embora avisadas com antecedência sobre a possibilidade dos atos, não tomaram providência nenhuma.

“A transformação do 8 de janeiro em dia santo para a junta de governo Lula-STF também pretende eliminar as críticas sobre as ilegalidades do caso – algo sem precedentes na história do poder Judiciário brasileiro! Dezenas de advogados denunciam há meses o cerceamento, ou até a eliminação, do direito de defesa dos seus clientes. Os réus são julgados em lotes. Jamais se fez a individualização de conduta. O STF se deu ao direito de condenar pessoas sem nenhuma prova de que tenham destruído alguma coisa – são culpadas, segundo os ministros, por crime de multidão”. (JR Guzzo)

É JUSTO ?

Advogados seguem tendo prerrogativas cerceadas e seus processos continuam obscuros. Praticamente 100% dos réus foram processados com denúncias genéricas, sem provas de envolvimento individual. Após a morte de Cleriston Pereira da Cunha, por clara omissão judicial, dois internos já tentaram suicídio. Um terceiro interno tinha esperança de sair da cadeia durante o período de Natal e Ano Novo para acompanhar o parto de sua esposa. Sua filhinha nasceu com saúde, no dia de Natal, mas o pai não pôde acompanhar o parto, enquanto traficantes e homicidas são beneficiados Brasil afora com saidinhas, e muitas delas sem retornadinhas, como noticiou a imprensa nos últimos dias.

“Cidadão de 24 anos, casado, tem uma filha de seis meses que conheceu na visita da mãe à cadeia. Na mesma prisão em que se encontra, há condenados a 8 anos por estupro e a 15 por homicídio. E ele pegou 17 anos!, sem sequer ter efetivamente vandalizado algo. E o governo não só nada fez para impedir os atos de vandalismo como contribuiu para sua execução, conforme se viu pelos vídeos internos vazados do Palácio do Planalto, ainda quando o GSI era comandado pelo General do Lula, Gonçalves Dias. Já as imagens das câmeras de segurança do Ministério da Justiça nunca apareceram e, como prêmio, o responsável, Flávio Dino, foi indicado e aprovado para ser o novo ministro do STF? A democracia foi salva no 8 de janeiro? Ao contrário, está sendo vilipendiada, abusada. Violentada.” (Marcel van Hattem)

O QUE DIZEM ?

Executivo e Judiciário, portanto, usaram o primeiro aniversário dos atos de 8 de janeiro em Brasília como um marco para propagar a narrativa de que salvaram a democracia no Brasil. Em eventos desta segunda-feira, o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF) exibiram mais uma vez seu conceito particular de democracia, que admite censura e perseguição a opositores e despreza garantias fundamentais do Estado de Direito. Infelizmente, é cada vez mais crível a hipótese de que o governo federal se omitiu propositalmente e permitiu os atos para colher dividendos políticos, como agora vemos Lula fazer, sem qualquer vergonha. (www.gazetadopovo.com.br)

O próprio mensaleiro José Dirceu, um dos petistas mais consagrados, disse em uma entrevista a um portal de esquerda: “Tudo indica que a polícia legislativa colaborou, que a polícia militar colaborou, e que houve uma desídia, uma omissão ou no mínimo um erro grave de parte dos organismos responsáveis pela segurança, tanto o Ministério da Justiça quanto o governo do Estado”. É isso mesmo que você leu: José Dirceu suspeita de que houve omissão do Ministério da Justiça de Flávio Dino, recém-promovido a ministro do STF. Como José Dirceu não pode ser acusado de “bolsonarista” ou da direita, a opinião dele chama atenção por ir na contramão de todo o discurso lulista.

MAIS ESSA? 

O ministro Alexandre de Moraes, segundo ele próprio afirmou numa entrevista ao jornal O Globo, seria assassinado pelos supostos golpistas. É a acusação mais grave de todas, desde o começo dessa história. Há alguma prova? Por que só falou disso agora, quase um ano depois dos fatos? Ao que parece, é mais um esforço para dar novas vidas à ficção de que houve uma tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro. Fica mais patente, a cada dia, que os processos criminais contra os manifestantes – e até contra quem nem estava no local e hora do vandalismo – são o maior monumento ao absurdo que a Justiça brasileira jamais construiu ao longo de sua história. Os réus tinham tanta possibilidade concreta de dar um golpe naquele dia quanto a de invadir o planeta Marte! Mas é preciso criar a imagem de que são os criminosos mais hediondos do Brasil. Eis a narrativa, o grande e verdadeiro golpe. (JR Guzzo)

 

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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