A Operação Última Milha busca provas de atividades ilícitas e espionagem dentro da Agência Brasileira de Inteligência
Nesta quinta-feira, 25, a Polícia Federal está conduzindo uma operação para investigar a suposta instalação de uma ferramenta ilegal de espionagem nos sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A operação inclui o cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Além disso, sete policiais federais foram suspensos de suas funções públicas.
Esta ação é parte das investigações da Operação Última Milha, lançada em outubro de 2023. Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam que os suspeitos estabeleceram uma estrutura paralela dentro da Abin e usaram a ferramenta de espionagem para atividades ilícitas. Eles geravam informações para uso político e midiático e interferiam nas investigações da própria Polícia Federal.
Se os crimes forem comprovados, os suspeitos poderão ser acusados de invasão de dispositivo informático alheio, formação de organização criminosa e interceptação ilegal de comunicações telefônicas ou telemáticas. Em 2023, a Polícia Federal já havia encontrado evidências do uso de outras ferramentas ilegais de espionagem por servidores da Abin, incluindo um programa que permitia o acesso a conteúdos privados dos alvos.
No ano passado, a PF revelou que um sistema de geolocalização da Abin para dispositivos móveis teria sido usado ilegalmente mais de 30 mil vezes em dois anos e meio. Entre os alvos estavam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), jornalistas, políticos e adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a operação, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em vários estados do país. Na casa de um dos suspeitos, em Brasília, foram encontrados mais de US$ 171 mil em espécie. Além disso, o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou o afastamento de outros cinco funcionários da Abin.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Fonte: Jovem Pan News




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