MS teve o maior crescimento do PIB do agronegócio entre os estados brasileiros
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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio de Mato Grosso do Sul teve um crescimento de 32% no ano passado, o maior entre os estados brasileiros.
O PIB do agronegócio de Mato Grosso do Sul registrou o maior crescimento entre os estados brasileiros no ano passado, com uma taxa de 32%. Esse resultado coloca Mato Grosso do Sul à frente de Tocantins (25,6%), Mato Grosso (23,5%) e Paraná (22,9%), de acordo com dados da Resenha Regional do Banco do Brasil, que acompanha os indicadores econômicos dos estados.
Jaime Verruck, secretário de Estado de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), destacou que a liderança de Mato Grosso do Sul na geração de riquezas no agronegócio reflete a política robusta de apoio às cadeias produtivas do setor, amplamente defendida pelo Governo do Estado. Com políticas públicas efetivas, incentivos fiscais e linhas de crédito oferecidas por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), a produção agropecuária continua em evolução, abrindo novas perspectivas em trabalho e sustentabilidade no estado.
No PIB da Indústria, Mato Grosso do Sul avançou 1,1%, no setor de Serviços 4,3% e no total, o crescimento do PIB foi de 8,4%, segundo o levantamento do Banco do Brasil.
Em termos de participação nas riquezas, Mato Grosso do Sul teve presença em 7,6% da agropecuária nacional, com destaque para a soja (7,2%), milho (12,3%) e algodão (1,8%).
Para 2024, mesmo com a estiagem no ano passado, o estado mantém a estimativa de uma safra de soja 6,5% maior em relação ao ciclo passado (2022/2023), atingindo a área de 4,265 milhões de hectares. A produtividade estimada é de 54 sc/ha, gerando a expectativa de produção de 13,818 milhões de toneladas.
No cenário nacional, o levantamento do Banco do Brasil mostrou que há um ritmo contínuo de arrefecimento na riqueza do país, com o IPCA fechando 2023 em 4,62%, dentro do intervalo da meta estipulada pelo Banco Central. Para 2024, o relatório projeta uma inflação de 3,7%, acompanhada de uma Selic de 9,25% a.a ao final do ano. Como reflexo dos efeitos da política monetária, ainda no campo contracionista, os indicadores mais recentes de atividade econômica sinalizam para uma acomodação de crescimento nos últimos meses, especialmente nos serviços e indústria.
Em relação ao mercado de trabalho, a avaliação do Banco do Brasil é que em 2024 deve se encerrar com desemprego de 8,4% e crescimento dos salários no patamar 1,2% em relação ao ano anterior.
No caso do agronegócio, o cenário é de uma contribuição mais tímida do setor no país. Isso deve ocorrer por conta de uma queda na área plantada do milho safrinha diante do atraso na janela de plantio e clima desafiador, combinada com impulso na renda das famílias, oriundo do pagamento dos precatórios e aumento real do salário mínimo. Já para o crédito, a perspectiva é mais benigna diante da queda na taxa de juros, que leva o Banco do Brasil a projetar um crescimento de 1,8% na economia brasileira em 2024.
Rosana Siqueira, da Semadesc
Fotos: Álvaro Rezende
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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