Sábado, 14 de Fevereiro de 2026
Menu
ECONOMIA

Combater a obesidade pode ser uma chance de investimento; confira relatório do BofA

05/03/2024 às 12:24
3 min de leitura
Publicidade 930x100

O Bank of America destaca a obesidade como uma área de investimento potencial, à medida que a prevalência global da condição aumenta.

Na próxima década, mais da metade da população mundial terá excesso de peso ou obesidade, o que custará 3% do PIB global (US$ 4,3 bilhões), equivalente aos gastos de saúde com a Covid-19, de acordo com dados da World Obesity Federation (WOF) divulgados em um relatório do Bank of America (BofA).

Essa tendência, que já vinha se desenvolvendo nas últimas décadas, piorou nos últimos anos devido aos efeitos da inflação dos alimentos causada pela pandemia. O estudo mostra um aumento tanto na desnutrição quanto no número de indivíduos com excesso de peso.

Segundo os dados compilados pelo BofA, uma em cada oito pessoas no mundo hoje vive com obesidade, enquanto cerca de 7% estão abaixo do peso. Além disso, as previsões para os próximos anos não são animadoras. Com base nos dados da WOF, a porcentagem de crianças e adolescentes (com idades entre 5 e 19 anos) obesas pode aumentar de 22% para 39% da população global até 2035.

No entanto, o banco de investimentos vê esses dados alarmantes também como uma oportunidade de investimento. As políticas públicas para tentar conter os efeitos dessa tendência sobre o orçamento público e a crescente demanda por alimentos saudáveis e medicamentos para controlar o excesso de peso devem colocar empresas com iniciativas nesse setor cada vez mais em evidência.

Nas contas do BofA, uma redução da obesidade em 5% significaria uma economia anual de custos de US$ 2,2 trilhões em todo o mundo. As iniciativas governamentais e privadas para ajudar no controle do peso não passaram despercebidas pelos investidores. Assim, o volume de recursos de investidores para fundos com essa temática cresceu a uma taxa composta anual de 26% nos últimos 5 anos.

Uma das principais tendências indicadas pelo BofA é o crescimento do consumo de medicamentos para controle do peso corporal. Nesse sentido, os analistas do BofA esperam que 15% dos adultos nos Estados Unidos usem drogas conhecidas como GLP-1 até 2035 (versus 1% atualmente).

GLP-1 (sigla em inglês para Glucagon-like Peptide-1) é um hormônio produzido pelo organismo que aumenta a sensação de saciedade e é potente na regulação da fome. Os GLP-1 têm sido usados pela indústria farmacêutica para tratar diabetes tipo 2 desde 2005, mas ganharam visibilidade após terem sido aprovados pelo FDA, órgão do governo dos Estados Unidos de controle de alimentos e remédios, para controle de peso crônico.

Nesse aspecto, o BofA identificou empresas listadas com medicamentos para controle do peso aprovados por autoridades. Além disso, outros laboratórios estão desenvolvendo outros medicamentos para controle de peso e diabetes.

  • A OMS define obesidade como um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 e excesso de peso como um IMC igual ou superior a 25.

Fonte: Inteligência Financeira

Comentários

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias
Publicidade 470x60