Mobilidade urbana e desafios para implantar parques lineares serão debatidos em novo Plano Diretor
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Mobilidade urbana e desafios para implantar parques lineares serão debatidos em novo Plano Diretor
Temas como déficit habitacional, necessidade de áreas de lazer, mobilidade urbana e população indígena serão debatidos durante a Audiência Pública para Revisão do Plano Diretor, na próxima quinta-feira (14), na Câmara Municipal de Dourados, a partir das 18h.
O Plano Diretor é um instrumento básico da política de desenvolvimento de uma cidade e tem como principal finalidade orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbanos e rurais, além de reduzir conflitos e definir a oferta de serviços públicos essenciais.
Conforme a arquiteta e urbanista Ana Luiza de Ávila Lima, coordenadora da revisão do Plano Diretor de Dourados, o material foi amplamente discutido com o Núcleo Gestor Participativo, formado por 33 entidades de classe da cidade. Em 4 anos, foram mais de 20 reuniões realizadas.
Segundo ela, o PD deveria ter sido revisado em 2013, conforme determinação legal, por ser um documento que desperta e orienta o direcionamento do desenvolvimento do município.
Na revisão que será apresentada na Câmara, foi feito um amplo diagnóstico, contemplando as condições sociais, ambientais, urbanísticas, financeiras e de infraestruturas instaladas nas áreas urbanas do município. Foram estudadas as conexões entre as atividades urbanas e rurais.
Com isso, foi analisada a importância das vias de ligação, as rodovias, os acessos às zonas urbanas, a localização das indústrias instaladas, a futura implantação da ferrovia, a importância do escoamento da produção regional, o fluxo de veículos que passam pelo município e suas interconexões.
Para isso, foi realizado um macrozoneamento, por meio de uma setorização das condições físicas atuais, que permite observar as vocações de várias regiões, como instrumento para futuras intervenções.
Algumas carências observadas durante esse estudo foram: déficit habitacional; necessidade de áreas de lazer; congestionamento do trânsito; o espraiamento da cidade; os vazios urbanos; ausência de ciclovias; população indígena; transporte coletivo; e falta de atenção aos distritos.
Segundo a arquiteta, foram verificadas algumas demandas urgentes, sendo criadas várias zonas especiais para solucionar, como: sociais, urbanísticas, ambientais, industriais, empreendedorismo, entre outras.
Por exemplo, para a carência de habitação social diagnosticada, foram criadas ZEISs (Zonas especiais de interesse social), que visam reduzir o déficit habitacional, explica Ana Luiza.
Também foram identificados mais de 80 pontos de intervenções urbanísticas, Zonas Especiais de Interesse Urbanístico (ZEIUs), sendo necessário adequações no sistema viário para garantir um trânsito multimodal, com ciclovias, transporte coletivo e veículos de passeio, fluindo e sem congestionamentos.
No Plano Diretor também foi destacado um direcionamento para o adensamento da cidade, que irá propiciar uma melhor utilização das infraestruturas instaladas, contribuindo com custos menores para o desenvolvimento urbano.
“Mas o grande projeto continua sendo as ZEIASs – Zonas especiais de interesse ambiental. Por sorte, Dourados possui um plano diretor vigente, aprovado em 2003, que inovou com a demarcação das ZEIAs e que conseguiram preservar os fundos de vale da cidade nestes 21 anos”, afirma a coordenadora.
De acordo com ela, este novo plano prevê a implementação dos parques lineares ao longo destas zonas, que são as áreas lindeiras [faixa de terra que se situa ao redor de determinado terreno ou imóvel] aos 11 córregos, dentro do perímetro urbano.
Ana explica que “qualquer pessoa que observe um mapa de Dourados, consegue identificar este potencial ambiental com o qual a natureza nos presenteou. O desafio maior deste plano será implantar os parques lineares”.
Essas implementações devem contribuir com o desenvolvimento da cidade, tanto do ponto de vista ambiental e social, como turístico. “Cada cidadão estará a 500 metros de um parque linear em Dourados. Com esta proposta conquistada, nossa cidade deverá ser referência no urbanismo do país”.
Além disso, a arquiteta Ana Luiza relata que “teremos uma cidade compacta, com áreas verdes contribuindo para o equilíbrio climático, com fauna e flora conservadas, com a saúde da população cuidada e o turismo aflorado”.
A coordenadora ainda pontua que é fundamental a participação da população a fim de entender, discutir e contribuir no processo de implementação do Plano Diretor.
A apresentação será feita pela empresa de consultoria Alto Uruguai.
O prefeito Alan Guedes, o secretário municipal de Planejamento Romualdo Dinis Salgado e a equipe de planejamento estarão presentes para entregar e apresentar o novo Plano Diretor à população.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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