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Conselho dos Direitos da Mulher debate “Dourados sem Misoginia” na Câmara

12/03/2024 às 15:51
3 min de leitura

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Conselho dos Direitos da Mulher debate “Dourados sem Misoginia” na Câmara

O CMDM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher) realiza em 19 de março, na Câmara de Dourados, a 1ª Audiência Pública com o tema “Dourados sem Misoginia”. O encontro está agendado para 18h. 

“Esse assunto tem tomado proporções cada vez mais debatidas tendo em vista que a misoginia está intimamente relacionada com os índices de violência contra mulher, que lamentavelmente vem aumentando a cada ano, como demonstrou o Anuário de Segurança Pública de 2023”, diz a presidente do Conselho, Rilziane Guimarães Bezerra de Melo.

O evento contará com a palestra da subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres do Estado, Manuela Nicodemos.

Na ocasião também será sancionada uma lei municipal que prevê sete dias de ativismo contra a misoginia no mês de março e uma cartilha sobre o tema que será disponibilizada a população, em especial às escolas e universidades. 

“Misoginia é a repulsa, desprezo ou ódio contra as mulheres e é a principal responsável por grande parte dos assassinatos de mulheres, também conhecido por feminicídio. A misoginia está arraigada na nossa sociedade e pode acontecer desde micro violências cotidianas até atitudes extremas, como o feminicídio”, diz nota encaminhada pelo Conselho.

Conheça alguns exemplos de misoginia:

• Usar expressões que possam indicar a inferioridade da mulher, como: “mulher não sabe dirigir”, “mulher é frágil”, “mulher é sensível demais”, “colocar a mulher em seu lugar”, entre outras;

• Classificar como arrogantes e mandonas mulheres que expressam suas opiniões

• Interromper uma mulher quando ela está falando (manterrupting);

• Rejeitar a ideia de uma mulher para depois se apropriar dela, apresentando-a como sua (bropropriating);

• Culpabilizar a mulher por um fracasso amoroso ou sexual (slut-shaming);

• Explicar algo para uma mulher, assumindo que ela não entenda sobre o assunto (mansplaining);

• Culpabilizar a mulher vítima de assédio, abuso ou importunação sexual (“Ela mereceu”, “usava roupa curta”);

• Dizer que o homem “ajuda” nas tarefas do lar, o que subentende que o trabalho doméstico não é uma obrigação compartilhada entre ambos os gêneros.
 

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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