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DOURADOS

O maior estelionato da história do Brasil!?, por Rodolpho Barreto

16/03/2024 às 17:22
3 min de leitura

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O maior estelionato da história do Brasil!?, por Rodolpho Barreto

VOLTOU? No primeiro ano do governo Lula, o petismo prometeu uma onda de otimismo. “O Brasil voltou”, diziam. A narrativa oficial prometia reabrir as portas do país para o mundo, alegando um suposto “isolacionismo” internacional da gestão Bolsonaro. No entanto, a verdade é que tivemos o oposto disso. Em 2023, houve uma queda expressiva nos investimentos diretos estrangeiros (IDE) para o Brasil, com os valores caindo de US$ 74,6 bilhões em 2022 para US$ 61,95 bilhões. Esta queda de 17%, a pior desde o choque inicial da pandemia, não apenas desmente o discurso de Lula/PT, mas também evoca memórias amargas das políticas intervencionistas praticadas em gestões petistas anteriores.

Esta desaceleração nos investimentos é a reação do mercado global em resposta às tentativas de intervenção em grandes empresas e mudanças regulatórias em setores-chave. As interferências na gestão da Vale e da Eletrobras, bem como alterações nas políticas de saneamento e de terras indígenas, introduziram o clima de incerteza (insegurança jurídica) que desagrada ao capital estrangeiro, antes acostumado a um cenário mais previsível. Um estudo da PwC, divulgado em Davos, excluiu o Brasil da lista dos dez principais destinos para investidores globais pela primeira vez em uma década! É um indicativo claro do declínio na confiança dos investidores no Brasil, sob o governo atual. (Fonte: gazetadopovo.com)

É GRAVE! O caso recente envolvendo declarações absurdas de Lula contra Israel exemplifica bem como a diplomacia pode influenciar negativamente a percepção de estabilidade e segurança para investidores. Tais comentários não apenas prejudicam relações internacionais importantes, mas também enviam um sinal negativo ao mercado, que preza por um ambiente de previsibilidade e estabilidade geopolítica. Além disso, a história nos ensina que a intervenção estatal na economia, frequentemente defendida em gestões petistas, nunca conduz ao crescimento econômico sustentável. 

A experiência ainda fresca das políticas intervencionistas desastrosas do governo Dilma/PT resultou na pior recessão da história brasileira, acompanhada de inflação elevada, um cenário que pode se repetir sob as atuais políticas de Lula/Haddad. É fundamental reconhecer que a confiança dos investidores não se reconstrói apenas com discursos ou turnês internacionais com a primeira dama, mas com ações concretas que fortaleçam a economia e a segurança jurídica. Ou seja, é preciso muito trabalho. E trabalho sério. Coisa que não temos visto ultimamente. (Leonardo Chagas)

LULA-3 é o maior estelionato eleitoral já visto na história do Brasil (apesar de muitos dos seus eleitores continuarem amortecidos). A popularidade de Lula cai consistentemente, mais rápido que a de Bolsonaro em seu primeiro ano. Lula mostra que não aprendeu nada e não esqueceu nada. Repete a mesma fórmula: juros para banco, orçamento para o Centrão e discurso identitário para a “companheirada”. O problema é que não há mais espaço para esse “modelo” de governo, que agora poderá nos levar à beira da convulsão social. Além de insistir num tipo de “gestão” comprovadamente desastrosa, Lula cometeu (mais uma vez) diversas traições em relação ao que disse em campanha, ao seu próprio eleitorado! Citaremos algumas delas.

Lula prometeu, por exemplo, colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda. No último debate presidencial afirmou que o primeiro ato de seu governo seria isentar de imposto de renda quem ganha até 5 mil reais. Mentiu. A faixa de isenção ficou em dois salários somente, e não foram criadas novas alíquotas. Até os funcionários públicos, tradicional base eleitoral do PT, também foram traídos. Depois de terem uma proposta de reajuste de 1% – sim, 1% – em 2024, o governo anunciou reajuste zero, mesmo com a defasagem salarial de 30%. Lula também traiu sua base ecologista e discurso de campanha – que satanizava Bolsonaro por liberação de agrotóxicos – quando liberou 179 deles, agora chamados de “defensivos agrícolas”. E a Amazônia, está protegida, reduziram as queimadas? Sem comentários… (Fonte: revistaoeste.com)

TRAIÇÃO? As viagens ao exterior foram a festa de Lula. Levou a maior delegação de todas à COP 28, para passear. Presidente do país mais desigual do mundo, Lula gastou 95 mil em diária só para ele e Janja num hotel de superluxo em Londres para brincar de monarca numa coroação de Rei. Criticou Bolsonaro, mas faz tudo muito pior. O orçamento secreto, chamado por Lula de “a maior bandidagem já feita em 200 anos de República” ou “maior esquema de corrupção da história do país”, foi ampliado e chegou a pagar em emendas mais de 40 bilhões em 2023. Ele mentiu sobre essas e muitas outras coisas. Mas seria a primeira vez que faz isso? Será possível que seus eleitores foram enganados, de novo?

Oh, que surpresa! O mentiroso mentiu! O “pai dos pobres” traiu os pobres, traiu o povo, traiu o trabalhador, traiu o país… de novo, Lula, de novo? Pois é! Será que o Brasil vai aprender dessa vez? Enquanto isso, os banqueiros e rentistas nunca são traídos pelo petismo. Com projeção de 100 bilhões de lucros, os quatro maiores bancos brasileiros estão satisfeitos. Mais uma vez, é preciso frisar: esse “modelo” de governo, começado por FHC, colapsou o país, aumentou a desigualdade social e fez com que, nos últimos 28 anos, o Brasil se tornasse o quinto com a menor taxa de crescimento. Ou seja, em 2026, a colheita do fracasso é certa. Quem estiver com o PT deverá pagar caro, politicamente. O estelionato eleitoral petista, a sua traição política, nunca foi tão escancarada. (Gustavo Castañon)

BILHÕES! Dominar a mídia custa caro, mas Lula e Dilma sempre encontraram dinheiro para isso. A verba para publicidade nos governos dos dois sempre esteve nos bilhões. De forma desavergonhada, os petistas mantêm a tradição de comprar a mídia. Isso já fez, em outros tempos, com que um veículo de informação desistisse de chamar Lula de “bêbado, analfabeto e incompetente” e começasse a tratá-lo como “grande estadista”. 

Funciona assim: a verba é liberada e, como mágica, Lula deixa de ser um corrupto, um lavador de dinheiro, e se transforma no melhor político para comandar o Brasil. Quando era apenas candidato, a simples indicação de que abriria os cofres para algumas empresas de comunicação já fez com que todos os seus pecados fossem esquecidos. “A alma mais honesta do Brasil” seria atestada em horário nobre, em manchetes com letras garrafais.

POR AMOR? A partir do surgimento das mídias digitais, foi preciso garantir também um bom troco para um time de blogueiros. Com as redes sociais, vieram os “influenciadores”, e os escrúpulos foram mesmo às favas. O dinheiro dos pagadores de impostos possibilitou a criação de uma milícia digital, de uma rede divulgadora de mentiras, promotora de linchamento virtual, de assassinatos de reputação. Uma horda de manipuladores, de autoritários, todos unidos pela “causa do amor” e uma boa grana. 

Lula agradeceu e reconheceu que não teria ganhado as eleições sem o engajamento desse time de jornalistas/blogueiros/influenciadores… O “gabinete do ódio” é outro. A “democracia relativa” deve prevalecer. Persigam jornalistas que não se enquadram, fechem as portas para eles nos jornais, tirem suas redes sociais, bloqueiem suas contas bancárias, cancelem seus passaportes. Corram daqui, “fascistas, nazistas, golpistas, misóginos, racistas, homofóbicos”. Vocês não sabem nada. É preciso ter a mesma opinião da “gangue da bondade”. Afinal, discordar de quem está com Lula é o fim da picada. (Ernesto Lacombe)

INFELIZMENTE, vivemos situações alarmantes de abusos e desrespeito à Democracia e ao Estado de Direito, em que não há a devida cobrança das justas apurações e punições àqueles que cometem o arbítrio, em desobediência às leis do país. Contudo, não cabe mais à sociedade civil simplesmente tomar conhecimento dos desmandos e adotar a postura do desapontamento silencioso… Martin Luther King (1929-1968), líder de movimento de defesa dos direitos civis, deixou claro que a omissão é sinônimo de conivência e cumplicidade. O Brasil assistirá passivamente às imoralidades dos donos do poder?

É claro que estamos vivendo tempos difíceis. O grande advogado, político e diplomata Rui Barbosa (1849-1923) afirmou no século passado: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. Como mudar? Um bom começo seria priorizar a educação, especialmente a moral e cívica. Escola de qualidade, preferencialmente, em tempo integral. Também seria preciso promover mudanças legislativas no endurecimento das leis de combate à corrupção, ao tráfico e à violência urbana.

QUE FAZER? Nenhuma “ordem e progresso” se concretizará sem a mobilização da sociedade civil, fiscalizando e cobrando ativamente as mudanças necessárias. Tarefa difícil, reconheça-se, porque a redução de privilégios sempre encontra forte e organizada resistência. Como disse o economista e cientista político norte-americano John Kenneth Galbraith (1908/2006), “as pessoas com privilégios preferem arriscar a sua própria destruição, a perderem um pouco de sua vantagem material”. É preciso, portanto, muito esforço. E, principalmente, jamais deixar de acreditar que é possível!

*O autor do artigo é bacharel em Direito pela UFMS e especialista em Direito Público. Facebook/Instagram: @rodolphobpereira
 

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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