O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propõe ao governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, uma parceria para comprar terras e abrigar indígenas.
Durante uma agenda em Campo Grande na manhã desta sexta-feira (12/4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou um assunto recorrente na região: os conflitos por terras entre produtores rurais e indígenas. Esses conflitos são particularmente intensos em Dourados, onde alguns indígenas permanecem nas imediações da Perimetral Norte.
Em seu discurso, Lula propôs ao governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), uma parceria para comprar terras e abrigar os indígenas. Ele afirmou que no próximo ano, a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) será realizada no Brasil, no coração da Amazônia, dando voz à população local, muitos deles indígenas.
Lula se voltou a Eduardo Riedel e fez a proposta de parceria. “Vamos comprar em sociedade uma terra para a gente salvar aqueles Guaranis que vivem ali perto de Dourados, na beira da estrada. Eu quero dizer que se você encontrar as terras para que a gente recupere a dignidade daquele povo, o Governo Federal será parceiro na compra e no cuidado para que eles voltem a viver dignamente, do jeito que viviam antes”, disse.
O presidente reforçou que assim que as terras forem encontradas, o governador deve entrar em contato, para que o Governo Federal inicie os trâmites necessários.
Os conflitos territoriais na região, bem como as decisões sobre o Marco Temporal, são pautas antigas, já tratadas por diversas frentes políticas. Atualmente, Dourados possui uma frente parlamentar municipal, que teve o tempo de atividade prolongado, para que possa continuar intervindo no cenário de verdadeira guerra entre indígenas e produtores rurais. Além disso, os assuntos também são tratados por deputados federais da região.
Lula desembarcou nesta manhã (12) em Campo Grande, em sua primeira agenda no Estado, desde que venceu o último pleito. O presidente visitou uma das plantas da JBS, onde foi realizada uma cerimônia simbólica que marcou a primeira exportação de carne bovina ao mercado chinês, o maior parceiro comercial do Brasil.
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