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Prevenção e casos de risco são trabalhados em conjunto contra violência nas escolas de Dourados

13/04/2024 às 07:05
3 min de leitura

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Instituições de segurança pública, corpo pedagógico e outros profissionais trabalham em conjunto para garantir um ambiente seguro nas escolas de Dourados.

Em Dourados, milhares de famílias confiam diariamente na Rede Municipal de Ensino (Reme), nos Centros Educacionais Municipais Infantis (Ceim’s), nas unidades da Rede Estadual e em dezenas de unidades privadas para proporcionar educação a crianças, adolescentes e jovens. Para garantir um ambiente seguro, principalmente para os alunos, instituições de segurança pública, corpo pedagógico e outros profissionais estão constantemente investindo em ações educativas.

Uma das estratégias adotadas é a aproximação com as famílias em casos de comportamentos dos menores que acendam alerta das autoridades. Este trabalho é realizado na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul, visando a prevenção de ações violentas.

Há um ano, um atentado ocorrido em uma unidade escolar de Blumenau (SC), quando um homem com um machado invadiu o local e atacou crianças, acendeu debates sobre segurança escolar em todo o país. Em Dourados, a situação não foi diferente e, na época, ocorreram audiências públicas e reuniões entre órgãos de segurança para planejar medidas preventivas.

O trabalho conjunto das autoridades de segurança é permanente nas escolas. O comandante Nelson Vieira, da 9ª CIA da Polícia Militar, explica que existe o Núcleo de Segurança Escolar (NISE) para avaliar e tratar situações que possam representar algum risco para a comunidade.

Laura Andreia Alves Garcia, do setor de projetos da PM, destaca que durante as rondas, as orientações para o núcleo escolar são de suma importância, com o objetivo de proporcionar mais tranquilidade em geral.

O comandante Vieira também menciona a importância das orientações constantes sobre o bullying, que tem sido abordado com alunos e familiares. Este tipo de situação requer atenção dobrada, como explica o policial.

“Temos um trabalho diário de orientação quanto a bullying, sempre estamos também fazendo palestras em escolas públicas e privadas. O que se nota em casos já registrados no país, é um potencial de uma pessoa que sofreu bullying ficar revoltado com o ambiente escolar e talvez externalizar isso de uma maneira mais violenta, então temos a preocupação com isso. Nós fazemos muitos contatos com os pais, nesse aspecto temos uma operação em andamento que é a escola segura, família forte, então não é apenas o ambiente escolar, nós também temos cuidado do ambiente familiar. Quando temos situações, as crianças e os pais têm o acompanhamento, e existe esse trabalho composto pela rede para poder trabalhar com esse tema tão sensível”, explica.

Durante as rondas escolares, outros ilícitos como oferta de entorpecentes ou de bebidas alcoólicas para menores nas dependências das escolas, crimes de trânsito também são observados.

Levantamento da Guarda Municipal aponta que em 2023, as equipes da Ronda Escolar realizaram aproximadamente 11 mil rondas registrando 445 boletins de atendimentos e apoio à comunidade escolar.

Conforme a direção da Guarda, essas ações contribuíram para segurança dos alunos e de toda comunidade escolar, com as rondas sendo realizadas na região externa do colégio e no seu interior, onde as irregularidades são todas observadas e levadas o conhecimento da direção escolar.

O órgão também destaca estar cotidianamente agregando outras ações para segurança escolar com palestras nas escolas, com temas: Bullying, Violência Escolar, Trânsito, Meio Ambiente, Uso de Álcool e drogas.

Outro ponto enfatizado, é que recentemente a GM implantou a Ronda Escolar Comunitária Indígena, no intuito de atender cerca de 6 mil alunos indígenas.

Nas escolas da Rede Estadual de Ensino, equipe da Seape – Serviço Especializado de Apoio ao Processo Educativo acompanha a rotina escolar, desenvolvendo o diálogo com os estudantes, os familiares, professores, coordenadores, diretores e demais profissionais inseridos na educação.

Conforme explica Paulo Ramsés da Costa, psicólogo na Coordenadoria Regional de Educação, quando são identificadas suspeitas ou violações e violências, a equipe escolar entra em contato com o Seape que orienta ‘caso a caso’ e auxilia nos fluxos de encaminhamento para a rede de proteção, saúde e segurança.

“Além dos encaminhamentos, a escola desenvolve projetos de prevenção, promoção da saúde e garantia de direito dos estudantes, e muitas destas ações são desenvolvidas em parceria com o Seape, onde ocorrem palestras com as temáticas, oficinas, rodas de conversas e a produção de materiais pedagógico com as respectivas temáticas. O trabalho do Seape em parceria com as escolas tem sido muito positivo, as ações são orientativas e informativas e quando necessário é realizado o atendimento em rede”, pontua.

Fonte: Dourados News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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