Trecho interditado há um mês causa prejuízos e demissões em comércios na Ponciano
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Trecho interditado há um mês causa prejuízos e demissões em comércios na Ponciano
Obra de revitalização da Avenida Coronel Ponciano, em Dourados, tem causado transtornos aos comerciantes locais. Cerca de oito quadras comerciais estão interditadas devido às obras, que já duram aproximadamente um mês. A situação levou alguns comerciantes a demitirem funcionários e fecharem as portas de seus estabelecimentos.
A falta de prazo definido para a conclusão das obras e a ausência de um plano de contingência têm gerado revolta entre os comerciantes.
O Dourados News conversou com três empresários afetados pela situação. Josiel Lopes, proprietário de um atacado de hortifrútis, relatou que o acesso aos fundos do seu estabelecimento permitiu que ele continuasse operando, apesar das dificuldades.
No entanto, ele destacou o desgaste maior com a mão de obra devido à falta de estrutura adequada para carga e descarga nos fundos do comércio.
Já Edson Carlos, que atua no ramo de peças e mecânica de motos, teve que fechar as portas e demitir dois funcionários devido à queda significativa nas vendas.
Ele relatou uma queda de 80% no faturamento, já que os clientes não conseguem acessar seu estabelecimento devido ao fechamento da avenida.
Os comerciantes também expressaram insatisfação com a falta de informações por parte dos responsáveis pela obra. A Coronel Ponciano vem sendo duplicada e revitalizada pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
Edson questionou se não seria possível realizar a obra por etapas, fechando apenas algumas quadras por vez, para minimizar o impacto nos negócios locais.
“Ninguém avisou que ficaria todo esse tempo fechado, a gente entende que as obras são para melhorias. Mas são oito quadras comerciais fechadas. Será que isso não poderia ser feito por etapas? Um fechamento de duas em duas quadras, por exemplo?” Questionou o comerciante.
Salim Galib, proprietário de uma loja de produtos esportivos, destacou que a falta de acesso tem dificultado a entrega de mercadorias, levando até mesmo a multas por utilizar rotas não permitidas para sair da região interditada.
“Não estamos captando novos clientes, ninguém consegue entrar aqui. Os clientes antigos ainda continuam fazendo as compras, mas a gente que tem que fazer a entrega e para sair daqui é um transtorno”, afirmou o empresário.
Os comerciantes afirmaram que nos últimos três dias não houve presença de trabalhadores no local da obra, o que agrava ainda mais a situação.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), responsável pela contratação da obra, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta sobre o prazo de conclusão e as medidas que estão sendo tomadas para minimizar os impactos causados aos comerciantes locais. O espaço segue aberto para posicionamento.
Demora
Em março deste ano, o governador Eduardo Riedel esteve em Dourados e realizou vistoria na obra de duplicação e revitalização da Coronel Ponciano.
Na ocasião, ele reclamou da lentidão dos trabalhos da empresa contratada e disse ter recebido a garantia de que o processo seria acelerado.
“A obra da Coronel Ponciano estava lenta na nossa avaliação, então conversamos com a empresa responsável, que retomou os trabalhos com maior velocidade e em um período mais apropriado, com menos chuvas. A empresa responsável garantiu que vai avançar em bom ritmo, o que é importante para a cidade, porque gera menos tempo de transtornos à população. Essa é uma obra importante, que como previsto, vai dar outra característica para Dourados”, disse à época.
Coronel Ponciano
Importante via que liga a região central da cidade a bairros populosos e locais de serviço público, a Coronel Ponciano, quando pronta, estará duplicada entre a BR-163 e a Rua Palmeiras. Já trecho desta via até a Avenida Marcelino Pires passa por revitalização.
Também são previstos nos serviços drenagem de águas pluviais, ciclovia e sinalização viária.
O contrato entre as partes foi assinado no dia 14 de setembro de 2022 e o prazo estimado para o término das obras é de dois anos.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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