Presidente da CBF admite parar Brasileirão: ‘Não tenho como ficar contrário’

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, se mostrou aberto à paralisação do Campeonato Brasileiro pela primeira vez por conta das catastróficas enchentes no Rio Grande do Sul. Presente no congresso da FIFA, na Tailândia, o mandatário ponderou que “não é tão fácil” adotar a medida.

“Primeiro, reitero sempre a nossa solidariedade a todo o povo do Rio Grande do Sul, por tudo o que está passando. Não é tão fácil assim (parar a disputa). É interessante que possamos ouvir todos os clubes para definir. Isso envolve calendário, classificação para as competições sul-americanas e até a Intercontinental, caso um clube brasileiro ganhe a Libertadores. Mas somos todos democráticos. Não tenho como ficar contrário (aos clubes) porque nossa gestão é democrática. Vamos mostrar o contraditório dessa paralisação, mas vamos respeitar a decisão dos clubes”, declarou Ednaldo em entrevista ao Globo Esporte.

Sobre a possibilidade de retirar o rebaixamento de clubes gaúchos, Ednaldo Rodrigues foi mais incisivo e declarou que tal medida “fere os princípios da moralidade”.

“Essa teoria eu não concordo. De imediato eu rechaço. Quando se faz uma competição, se obedece leis e princípios. E as competições têm interdependência umas com as outras. Quatro clubes sobem de divisão, quatro são rebaixados. Quem tem o bônus também tem que ter o ônus. Não se pode dizer não vai ser rebaixado se (o mesmo time) puder ser campeão. Fere os princípios da moralidade”, declarou o presidente da CBF.

Na noite desta segunda-feira (13), os clubes da Liga Forte União pediram a paralisação das atividades no Campeonato Brasileiro. Os clubes que integram a LFU são: Athletico Paranaense, Botafogo, Cruzeiro, Internacional, Fortaleza, Vasco, Criciúma, Juventude, Fluminense, Atlético-GO e Cuiabá. Além deles, Grêmio e Atlético-MG também são favoráveis a uma parada no torneio nacional.

Fonte: Ogol

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