12 minutos para a história
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Pré-adolescente. Aquele ser estranho que todos fomos um dia. Com espinhas, preocupado com a prova de matemática ou em se juntar com os amigos no recreio para jogar bola. Pré-adolescente, como aquele que entrou em campo como profissional aos 14 anos na Copa Argentina e fez história.
O nome do nosso herói sem capa, aquele que realizou o sonho de todo pré-adolescente que chutava a bola pelo meio da sala e fingia estar dentro da cancha, é Mateo Apolonio.
Aconteceu na quinta-feira, 16 de maio, num Deportivo Riestra x Newell’s Old Boys. O time de Rosário venceu, fora de casa, por 1 a 0 e se classificou. O Riestra, porém, foi quem entrou para a história.
O Deportivo Riestra é um clube (muito) modesto. Joga num estádio para três mil pessoas e, em quase 100 anos, só chegou a elite argentina pela primeira vez neste ano, depois de vencer o playoff da Primera B (segunda divisão) em 2023.
No jogo de Copa contra o tradicional Newells, quem diria hoje um par na elite, valia vaga nas oitavas de final. As coisas começaram a correr mal logo cedo para o Riestra, com um gol sofrido aos 20 minutos do primeiro tempo. A cinco minutos do fim, a última cartada em busca do empate para evitar a eliminação precoce foi recorrer a Mateo Apolonio.
O técnico Cristian Fabbiani olhou para o banco. Precisava de alguém para substituir, simplesmente, seu camisa 10 Gonzalo Bravo. Sem muitas opções para o meio de campo, a escolha teve de ser entre um adolescente, Benjamin Rojas, de 16 anos, ou um pré-adolescente, Apolonio, dois anos mais novo.
E lá foi Apolonio entrar em campo como aquele menino levado para a pelada pelo pai. Menor que todos em campo, magricelo, sabe-se-lá se já passou pela fase do estirão.
Apolonio chegou ao Deportivo Riestra há dois anos, sim, quando tinha 12. Ele era jogador de futsal, num time de sétima divisão. Na época, o jogador se dividia entre as modalidades e chegou a jogar futebol num sábado e futsal num domingo, e vice-versa.
O registro de Mateo Apolonio, mesmo na base do Riestra, é muito breve. São apenas 44 jogos: 20 no sub-12, 17 no sub-13 e sete no sub-16. Do nada, veio o salto para o time profissional.
No jogo contra o Newells. Apolonio ficou 12 minutos em campo, somado o tempo regulamentar mais os acréscimos. Não deu um chute, não fez um passe. Sequer tocou na bola. Mas bateu o recorde de Kun Aguero, como mais jovem a estrear no futebol argentino. O craque, ex-City e seleção, estreou aos 15 pelo Independiente.
Se é ou não uma grande promessa como foi Aguero não é a grande questão. Muito cedo para dizer. Fato é que Apolonio já fez muito mais que todos aqueles pré-adolescentes sonhadores. Aliás, acho que fez por todos eles. Ele fez história. Já é, para mim, um herói cult.
¡APOLONIO Y UN DEBUT HISTÓRICO EN EL FÚTBOL ARGENTINO!
A los 84′, el futbolista de Riestra ingresó en el encuentro ante #Newell‘s por #CopaArgentinaEnTyCSports y, con 14 años, se transformó en el futbolista más joven en debutar en el plano nacional. pic.twitter.com/M2ftSBtDwC
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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