Esquema na FFMS desviou R$ 6 milhões em menos de cinco anos, aponta investigação
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Esquema na FFMS desviou R$ 6 milhões em menos de cinco anos, aponta investigação
Uma operação desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na manhã desta terça-feira (21/5) revelou suspeitas de desvio na FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul). Durante o período de investigação, que durou cerca de 20 meses, os números apontam para um montante de R$ 3 milhões desviados. O total estimado do desvio ao longo de menos de cinco anos é de aproximadamente R$ 6 milhões.
A operação, denominada “Cartão Vermelho”, visa o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. O objetivo é desarticular uma organização criminosa voltada à prática de peculato e outros delitos. Um dos principais alvos é o presidente Francisco Cezário de Oliveira, que está no comando da entidade há 28 anos.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o dinheiro chegava à FFMS por meio de convênios assinados com o Governo do Estado e também através da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A partir daí, os valores eram desviados. Durante a investigação, ficou evidente que se instalou na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul uma organização criminosa cujo objetivo era desviar valores, tanto do Estado quanto da CBF, em benefício próprio e de terceiros.
Uma das formas de desvio identificadas era através de frequentes saques em espécie de contas bancárias da Federação, com valores não superiores a R$ 5 mil. Essa medida era tomada para evitar alertar os órgãos de controle. Posteriormente, o dinheiro era dividido entre os integrantes do esquema.
Ao longo dos meses de investigação, os membros do grupo realizaram mais de 1.200 saques, totalizando um montante superior a R$ 3 milhões. Além disso, a organização criminosa também tinha um esquema de desvio de diárias dos hotéis pagos pelo Estado durante os jogos do Campeonato Estadual de Futebol. Esse esquema de peculato se estendia a outros estabelecimentos que recebiam altas quantias da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos mais de R$ 800 mil. A defesa da FFMS ainda aguarda o conhecimento das investigações para prestar os esclarecimentos necessários.
A operação recebeu o nome de “Cartão Vermelho”, fazendo alusão ao instrumento utilizado pelos árbitros para expulsar jogadores que cometem faltas graves durante as partidas de futebol.
Fonte: Dourados News
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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