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Vira-casaca decisivo, ex-NBA e técnico essencial… a retomada do Panathinaikos

27/05/2024 às 10:30
3 min de leitura

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Pela sétima vez na história, o Panathinaikos é campeão da Euroliga! Com um grande desempenho no segundo tempo, os gregos despacharam o Real Madrid, pelo placar de 95 a 80, em um título com grandes personagens.

Agora, o Panathinaikos se desvencilhou do Maccabi Tel Aviv para assumir a terceira colocação na lista dos maiores vencedores da Euroliga – são sete títulos, sendo que o último havia acontecido 13 anos atrás. O Real é o maior campeão, com dez troféus, e é seguido pelo CSKA Moscou, com sete.

O MVP

Para a temporada 2023/24, o Panathinaikos investiu pesado para voltar ao mapa do basquete europeu. Nenhuma contratação teve tanto impacto, principalmente entre as torcidas, quanto a chegada de Kostas Sloukas, que “pulou o muro” e deixou o Olympiacos para assinar acordo de três anos no rival.

Com médias de 12,7 pontos e 5,6 assistências na Euroliga, Sloukas ficou de fora da eleição do melhor quinteto da competição, que contou com Facundo Campazzo, Mike James, Nigel Hayes, além de Kendrick Nunn e Mathias Lessort – companheiros de Sloukas no Panathinaikos.

A resposta do veterano de 34 anos veio justamente na decisão da Euroliga. Eleito o Jogador Mais Valioso da final, Sloukas saiu do banco de reservas para anotar 24 pontos, com direito a 100% de aproveitamento nos arremessos de quadra. O ala-armador só errou um lance livre durante o duelo com o Real.

Nomes de NBA

Nos últimos anos, a Euroliga tem recebido uma injeção de talento vindo da NBA. O Panathinaikos não é diferente e contra com Kendrick Nunn, Jerian Grant, Juancho Hernangómez e Luca Vildoza, todos com passagem pela liga norte-americana.

Dos três, o jogador de maior impacto na equipe foi Nunn, ex-jogador do Los Angeles Lakers e do Miami Heat. Na edição 2023/24, o armador foi o sexto colocado em média de pontuação – 16 pontos e três assistências/jogo com direito a 41% de acerto nos tiros de três e 95,9% da linha de lance livre.

Na decisão da Euroliga, Nunn manteve essa tendência com 21 pontos anotados, três assistências e três rebotes. Não é exagero dizer que o ex-NBA também poderia ter sido o MVP da final.

O comandante

Para se reerguer no cenário europeu, o Panathinaikos também precisava de um grande nome no banco de reservas. O turco Ergin Ataman foi o responsável por conduzir o novo projeto e imprimiu sua marca.

Com a segunda melhor defesa da primeira fase da Euroliga, o Oi Prasinoi levou essa identidade para a fase de playoffs. A batalha contra o Maccabi Tel Aviv, pelas quartas, deu a confiança necessária para a equipe.

Nas semifinais e na final, o Panathinaikos venceu os rivais Fenerbahçe e Real, respectivamente, por 15 e por 16 pontos de frente. Até então bicampeão do principal torneio europeu com o Anadolu Efes, Ataman colocou o terceiro troféu de Euroliga agora a frente de uma equipe grega.

“Obrigado a Giannis Antetokounmpo. Ele veio depois do jogo e me disse que sou o melhor treinador do mundo. Se o MVP da NBA lhe diz isso, é motivo de orgulho. Ele não disse da Europa, disse o melhor treinador do mundo. Obrigado, Giannis”, revelou Ataman. 

Fora dos playoffs da NBA, o Greek Freak acompanhou in loco as finais da Euroliga e presenciou o grande ambiente proporcionado pela torcida do Panathinaikos. 

Giannis is 👀👀👀👀👀👀#F4GLORY pic.twitter.com/Y90KS3abDc

Fonte: Ogol

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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