Pulisic e a hora do craque
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O rosto de Christian Pulisic está em toda a publicidade relacionada com a Copa América nos Estados Unidos. O golden boy do USMNT amadureceu. Dentro e fora de campo. O menino tímido, avesso à fama, “protegido” das entrevistas, se tornou o craque, e capitão, do melhor time que os Estados Unidos montaram em muitos anos. Nesta segunda (23), ele assumiu, de vez, o papel de protagonista na vitória sobre a Bolívia, com gol e assistência.
Ninguém melhor que Pulisic para dar o pontapé inicial na Copa América para os Estados Unidos. Foi ele que escancarou as portas das grandes ligas da Europa para os jogadores estadunidenses. O sucesso dele no Borussia Dortmund, que conseguiu uma venda milionária para o Chelsea, aumentou a credibilidade no soccer.
O golden boy
Pulisic era o golden boy dos Estados Unidos. Natural da Pennsylvania, foi ainda na base para o Borussia Dortmund. Estreou no profissional em 2016, com 17 anos, contra o FC Ingolstadt 04, pela Bundesliga. No mesmo ano, estreou pela seleção principal dos Estados Unidos e disputou seu primeiro grande torneio: a Copa América Centenário. O time chegou até as semifinais. Pulisic jogou pouco (85 minutos).
Virou titular do time depois do torneio. Mas não foi poupado das críticas quando não conseguiu comandar a equipe rumo ao Mundial da Rússia (2018). Vendido ao Chelsea por 64 milhões de euros, foi campeão da Liga dos Campeões em seu primeiro ano de clube, em temporada que somou 11 gols e sete assistências. Mas nunca mais pelos Blues alcançou dígitos duplos em gols ou assistências.
Pulisic fez uma boa Copa em 2022, mas o time caiu ainda nas oitavas, para a Holanda. Estava em baixa em Londres. Viveu sua pior temporada no Chelsea, com apenas três participações em gols em 30 partidas. Até ser negociado com o Milan.
O craque amadureceu
O ponta recuperou seu melhor futebol na Itália. Foram 15 gols e dez assistências em 50 jogos, sua melhor temporada em clubes disparada. Somou as mesmas participações em gols que em suas três últimas temporadas pelo Chelsea somadas.
Com a confiança em alta, virou protagonista na seleção estadunidense bicampeã da Nations League. E chega para a Copa América mais maduro, no auge, não apenas como um superstar, mas como um líder respeitado dentro da equipe. Referência técnica decisiva.
“Ele é um cara que não fala muito, mas quando ele fala, as pessoas escutam. Ele é um cara que vai lá e trabalha duro. É assim que ele lidera. Ele treina sempre forte, ele trabalha duro no jogo e ele dá o tom, porque quando seu melhor jogador é, também, o que trabalha mais duro, você sabe que está fazendo algo bem feito”, disse Gregg Berhalter, técnico de Pulisic na seleção desde 2019.
Pulisic deixou claro: “agora é a hora de nós provarmos o nosso valor”. Na estreia, Pulisic comandou a vitória sobre a Bolívia com grande atuação, golaço e assistência. Mostrou estar completamente à altura do desafio de ser “a cara” e “o cara” dos Estados Unidos no ciclo que culminará em uma Copa em casa. A hora do craque chegou. E ele está preparado.
Fonte: Ogol
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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