Domingo, 15 de Fevereiro de 2026
Menu
INTERNACIONAL

Centro e esquerda se unem para frear a direita nas eleições da França

02/07/2024 às 19:38
3 min de leitura
Líder do partido francês de extrema direita Rassemblement National (RN, Frente Nacional) Jordan Bardella dá uma conferência de imprensa antes das eleições legislativas

Anuncie Aqui

Mais de 200 candidatos a deputado que passaram para o segundo turno das eleições legislativas na França, marcado para domingo (7), retiraram suas candidaturas, em sua maioria para tentar impedir uma maioria absoluta da direita nacional. Das 214 renúncias registradas, 127 são de candidatos de esquerda e 81 da aliança de Macron. Candidatos de outros partidos também desistiram, inclusive dois do RN por outros motivos. O prazo para confirmação das candidaturas terminou às 18h (13h de Brasília). O ultradireitista Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen, e seus aliados venceram o primeiro turno em 30 de junho com um terço dos votos e podem, segundo as projeções, alcançar uma maioria absoluta de 289 deputados. Diante desse cenário, a coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP) e a aliança de centro-direita do presidente Emmanuel Macron reativaram a chamada “frente republicana”, com o objetivo de isolar a direita nacional e impedir sua vitória em cada circunscrição.

O candidato ultradireitista a primeiro-ministro, Jordan Bardella, denunciou “alianças de desonra” e pediu aos eleitores uma maioria absoluta “frente à ameaça existencial para a nação francesa” que, em seu julgamento, a coalizão de esquerda representa. O sistema eleitoral francês para a votação nas quais 577 deputados são eleitos em círculos eleitorais com um sistema majoritário de dois turnos, a alta participação e a dispersão do voto abriu o caminho para mais de 300 segundos turnos com três candidatos ou mais. Diante a possibilidade de que algum dos outros blocos consiga a maioria absoluta na Assembleia Nacional (Câmara Baixa), e o RN não conseguir, a ideia de uma “grande coalizão” começa a surgir no debate público na segunda economia da União Europeia. A França Insubmissa (LFI, esquerda radical) – partido considerado “extremista” por parte do governismo e membro da coalizão de esquerda – descartou nesta terça-feira (2), segundo seu líder Manuel Bombard, participar de uma eventual grande coalizão.

*Com informações da AFP

 

Fonte: Jovem Pan News

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias